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terça-feira, 2 de julho de 2019

Lançado em 21 de junho o Selo oficial do centenário de nascimento de Nelson Gonçalves

No dia 21 de junho, data em que se comemorou 100 anos de nascimento de Nelson Gonçalves, foi lançado pelos Correios, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Santana do Livramento (RS), o selo oficial do centenário.

Fotos: Paula Quintanilha

Com foto de Cristina Granato e arte da Rock Comunicação, a peça é estampada com a imagem do artista em preto e branco, e uma aplicação dourada nos dizeres "Nelson Gonçalves - Centenário", mais abaixo a frase "A maior voz do Brasil".

A emissão tem tiragem de 20 mil folhas, cada uma com 20 selos. A filha do cantor, Margareth Gonçalves, se emociona ao comentar: "Tenho grande orgulho do meu pai, sou grata à vida por ter me colocado ao seu lado, trabalhando por mais de uma década como sua empresária; agradeço muito aos Correios por ter programado essa homenagem". Sua irmã, Lilian Gonçalves, destaca a importância da obra do cantor para o país: "O Brasil precisa olhar para sua história e lustrar a memória dos seus grandes nomes, que fazem a cultura brasileira, especialmente a música, que tem reconhecimento internacional. Basta lembrar a frase de Frank Sinatra: a mais bela voz do mundo é de um brasileiro, e ele se chama Nelson Gonçalves!"

O lançamento em São Paulo foi no Bar do Nelson, em Santa Cecília e no Rio de Janeiro na Livraria da Travessa - CCBB.

Considerado o maior intérprete do Brasil, dono de uma voz única, Nelson Gonçalves vendeu mais de 80 milhões de discos e conquistou o título, nos anos 40, de "O Rei do Rádio". 
                                                                  
Antônio Gonçalves Sobral foi seu nome de registro, que depois foi alterado em cartório pelo artista: "Ele decidiu mudar para Antônio Nelson Gonçalves", diz Margareth. Nascido em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, mudou-se para São Paulo ainda criança. O jovem franzino e um pouco gago, conhecido como “metralha”, trabalhou como jornaleiro, mecânico, engraxate e lutador, mas tinha na música sua grande paixão. 

Foi aluno do maestro Bellardi, que o aconselhou a se dedicar ao estilo popular. No final da década de 1930, foi para o Rio de Janeiro para participar de testes nas principais emissoras de rádio da época. Sem conquistar espaço, escutou até de Ary Barroso que devia "retornar a São Paulo para desenvolver-se em alguma outra profissão". Foi na capital paulista que, a partir de outros contatos e muita insistência, recebeu o primeiro convite para gravar, a valsa de Orlando Monella e Oswaldo França, “Se Eu Pudesse um Dia”. Esse foi o começo de sua carreira, com a gravação do primeiro disco, em 1941, um 78 RPM contendo o samba “Sinto-me Bem”, de Ataúlfo Alves. Mais tarde, fechou contrato com a gravadora RCA Victor e com a rádio Mayrink Veiga.                                 

Único brasileiro a ser agraciado com o Prêmio Nipper, ao lado de Elvis Presley, por ter permanecido durante 5 décadas na mesma gravadora.                                     

Suas interpretações permanecem na memória de seus fãs, entre elas “Maria Bethânia”, “Normalista”, “Caminhemos”, “Renúncia”, “Fica Comigo está Noite”, “Deusa do Asfalto”, “Êxtase”, “Escultura”, “A Volta do Boêmio”, entre outras. 

Alguns números da carreira de Nelson Gonçalves (1919-1998): 50 anos de dedicação à música; 81 milhões de cópias vendidas; 2.740 canções gravadas em 183 discos em 78 rpm, 128 LPs e 300 compactos; conquistou 38 discos de ouro e 20 de platina. Na última década de vida, foram lançados mais de 20 CDs com suas interpretações. O último, "É Cedo", rendeu-lhe o Disco de Ouro, por ter vendido mais de 100 mil cópias em 3 meses, marca atingida por poucos artistas de sua época. 

Cada selo será vendido a R$ 1,30 a unidade. As peças estarão disponíveis nas principais agências do país e na loja virtual dos Correios: www.correios.com.br/correiosonline