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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Ricardo Cravo Albin e Cecília Costa autografam por mais de cinco horas, em linda festa na Urca

A  noite de ontem foi concorrida e transformou-se num verdadeiro happening nos amplos espaços do Instituto Cultural Ricardo Cravo  Albin, na Avenida São Sebastião, na Urca, quando aconteceu com muita música de qualidade o lançamento do livro RICARDO CRAVO ALBIN- UMA VIDA EM IMAGEM E SOM.


A animada reunião cultural contou com as participações musicais especialíssimas de muitos artistas, destacando-se ícones da MPB como JOEL DO BANDOLIM, MARCIO GOMES, ELLEN DE LIMA, JOANA HIME, MARISA ALFAYA, FERNANDA GARCIA e INDIRA( filha do cantor e compositor Taiguara).

Entre as dezenas de notáveis que formaram longas filas para receber seus autógrafos destacavam-se o ex-ministro Bernardo Cabral, a diretora de ballet e coreógrafa Dalal Achar, o produtor, ator e escritor Haroldo Costa, a cantora e jornalista Tania Malheiros, Camilla Pereira, Jalusa Barcelos, Lucia Regina de Lucena, o cantor e compositor Ronaldo Malta, Flavio Marinho, Rosangela Amorim, Rogerio Reis e Mauricio Aires, da Kassu Produções, a cantora e designer Yara Figueiredo, Cleid Stefania, Carlos Vonpinaz Barreto, a atriz Maria Pompeu,Gilberto Bulcão, o fotógrafo Marco Rodrigues, o ator, diretor e apresentador Fernando Reski, com Daniel Chinicz, diretor do programa Gente Carioca, além de muitos fãs e leitores de Ricardo Cravo Albin.

No exemplar autografado ao diretor presidente da LBV, JOSÉ DE PAIVA NETTO, encaminhado pelo assessor de imprensa LUIZ CARLOS LOURENÇO, o autor dedicou estas carinhosas palavras


`Para o querido Paiva Netto, admiração desde sempre e afeto permanente. Ricardo Cravo Albin,  Rio, 13.11.2018` , enquanto a autora da obra literária de 400 páginas, Cecília Costa dedicou ` Para José de Paiva Netto, diretor da LBV, com o carinho da Cecília`.


CLIMA DE FESTA
Quem chega ao antigo e modesto edifício no início da avenida São Sebastião, não imagina que depois de entrar num pequeno elevador com capacidade para duas pessoas e saltar no quarto andar, entrará num espaço de quase três mil metros quadrados, dividido em três pisos, com várias pequenas salas, um terraço e um surpreendente jardim, abaixo do Pão de Açúcar, com vista espetacular para a enseada de Botafogo.

Aí fica o importantíssimo e conhecido Instituto Cultural Cravo Albin, organização sem fins lucrativos, criada em 2001 para promover a cultura brasileira, especialmente a música. O Instituto tem uma coleção de 60 mil discos (long plays em vinil, discos 78 rpm em goma laca e compactos), 2.000 fitas sonoras em rolo, 700 em cassete e cerca de 5.000 CDs, além de vídeos com depoimentos e programas musicais, partituras e fotografias. Em um ambiente que lembra o de uma casa de família repleta de pertences de seus antepassados, há ainda uma espécie de mini museu, com instrumentos e peças de indumentárias de personalidades da música brasileira, quadros e objetos de artesanato.

No quarto e quinto andares, além das salas do acervo musical, fica a exposição permanente museológica. Uma minuciosa instalação, que reproduz um estúdio de rádio dos anos 1930/40, inclui o microfone usado por Carmem Miranda na rádio Mayrink Veiga. Aliás, uma das famosas sandálias de salto da cantora também está lá. Entre outros objetos, a sanfona de Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, violão que foi de Cartola e chapéus de Tom Jobim e Pixinguinha também podem ser vistos e tocados. Há também uma coleção de rádios de várias épocas.

Do terraço do quinto andar há uma ampla vista da praia da Urca e do prédio onde funcionou o icônico Cassino da Urca (que também foi a sede da TV Tupi e, depois de anos de abandono, foi transformado no Instituto Europeu do Design). Nos fundos, uma espécie de passarela e escada de cimento leva o visitante a uma grande surpresa: um jardim, com a sombra de mangueiras de mais de 200 anos, com um mirante e pequena piscina oval, incrustado na pedra do Morro da Urca. Lá, em meio a muitas plantas, em um platô, há uma construção -usada para saraus e exposições temporárias do Instituto, com fachada colonial, feita em 1962 com material de demolição.A fachada é uma réplica da casa da mãe do bispo José Castelo Branco, Ana Teodoro, que entre 1731 e 1805 morou numa casa, onde hoje é a Biblioteca Nacional, na Cinelândia. O espaço diante da casa ficou conhecido pelos brasileiros e os milhares de turistas que visitam o ICCA, como o Largo da Mãe do Bispo. É em homenagem a essa figura influente do Rio colonial a placa que nomeia o platô “Largo da Mãe do Bispo”.

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