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terça-feira, 26 de junho de 2018

Ellen de Lima também disse sim na Copa Mundial 2018 à campanha ‘Fiz Um Gol Pela Infância Brasileira’

De Luiz Carlos Lourenço 
Fotos: Daniel Marques e divulgação 

Consagrada pelo público e a  crítica  desde os tempos de ouro da rádio brasileira, a cantora ELLEN DE LIMA, que, aos 80 anos,  continua se apresentando com regularidade em teatros, TVs e programas musicais em todo o Brasil, também abraçou esta semana a campanha da LBV, "Fiz um Gol pela Infância Brasileira", vestindo a camiseta símbolo com a assinatura de dezenas de jogadores consagrados, como Pelé, Rivelino e Zico, entre outros ídolos do futebol.

Ellen recebeu a sua camisa no domingo passado, durante as comemorações de aniversário do amigo JOÃO ROBERTO KELLY, posando para as lentes do fotógrafo Daniel Marques. " Para mim é uma honra me unir a este time da solidariedade de tantos notáveis e fico feliz em ajudar muitas famílias carentes, com a venda da camisa da Copa", disse.

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Helenize Teresinha de Lima Almeida, a ELLEN DE LIMA cantora, nasceu em Salvador (BA), no dia 24 de março de 1938 e comemorou seu aniversário no palco, semanas atrás, no Theatro Net Rio, em Copacabana, apresentando-se ao lado de um dos filhos, Rodrigo, cantor de renomado sucesso em toda a  Europa.

BRILHANTE CARREIRA 
Em 1940, com apenas dois anos de idade, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Desde a infância, já demonstrava entusiasmo com as músicas que ouvia no rádio. Aos oito anos, cantou no Programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, imitando Heleninha Costa, sendo a vencedora da noite.

Começou sua carreira em 1950, apresentando-se no Programa César de Alencar, destinado à descoberta de novos cantores. Participou, também, do Programa Alvorada dos Novos, da Rádio Mayrink Veiga, onde interpretou sucessos de Ângela Maria no Programa Aí Vem o Sucesso.

Em 1954, foi contratada pela Socipral – Organização Victor Costa, que congregava a Rádio Mayrink Veiga, a Rádio Nacional de São Paulo e a Rádio Nacional do Rio de Janeiro –, para apresentar-se nas duas maiores cidades brasileiras. Ainda nesse ano, assinou contrato com a gravadora Colúmbia e lançou seu primeiro disco, contendo o samba-canção Até Você, de Armando Nunes, e o foxe Melancolia, de Allain Romano, em versão de Capitão Furtado.

Em 1957, trocou a Mayrink pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde alcançou o auge de sua carreira, fazendo sucesso com o bolero Vício, de Fernando César, gravado pela Colúmbia em seu primeiro LP, Só Ellen, que incluía também o bolero Mente, do mesmo compositor.

Em seguida, apresentou-se em vários programas de televisão e shows em casas noturnas. Em 1963, gravou o LP Ellen de Lima, lançado pelo selo Chantecler, com Nós (Noi), de G. Malgoni e B. Pallesi, versão de Julio Nagib, e Leva-me Contigo de Dolores Duran. Em 1967, lançou o LP Ellen Canta, com destaque para a canção Na Paz do Seu Olhar, de João Melo, e Você É Todo Mal Que Me Faz Bem, de Umberto Silva e Paulo Aguiar. Nessa época já era contratada pela TV Globo, onde atuou como atriz e cantora.

Em 1969, gravou o LP Ellen de Lima, pela Odeon, que incluiu Cante, Cante, de Tito Madi, e Somente Porque Te Amo, de Leci Brandão. Atuou Ttambém em teleteatro ao lado de Fernanda Montenegro e Sérgio Britto, e no Teatro Opinião, com Paulo José e Joana Fomm, entre outros. Participou de diversos festivais e shows pelo Brasil e no Exterior, apresentando-se em várias temporadas em Portugal, no Cassino Estoril.

Recebeu a Comenda Oswaldo Cruz, por sua participação como cantora na Campanha da Meningite. Foi eleita Madrinha da Polícia Rodoviária Federal. Em 1990, recebeu Menção Honrosa da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelos serviços prestados à Música Brasileira.

Sua discografia é extensa, contando com mais de 160 títulos. Os LPs e CDs acima citados são facilmente encontráveis em sites especializados, além de 38 faixas remasterizadas de bolachões 78 RMP.