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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Cercado de amigos queridos, João Roberto Kelly comemora seus 80 anos no palco, em Copacabana

De Luiz Carlos Lourenço 

Fotos de Daniel Marques e divulgação 

Com a Sala Baden Powell lotada, mesmo com os cariocas vivendo um clima de Copa do Mundo, o compositor, músico e cantor JOÃO ROBERTO KELLY comemorou ontem à noite seus 80 anos e também seis décadas de exitosa carreira, brindando o público e os convidados especiais com muitos dos sucessos de sua carreira como “Boato”, que explodiu nas paradas na voz de Elza Soares e dezenas de outras composições que lhe renderam o título “Rei das Marchinhas”, como  “Cabeleira do Zezé” e “Mulata Bossa Nova”.

Também  brindou os presentes em seu espetáculo com a divertida “Alô, Alô, Gilmar” e a sua mais nova criação, a “Marchinha da Copa"Em torno do palco, fotógrafos e cinegrafistas gravavam imagens que farão parte de um filme sobre sua vida e sua obra.



Também participaram do espetáculo dois amigos especiais de João Roberto Kelly, Eduardo Dusek e Neguinho da Beija Flor, que contaram histórias curiosas e dividiram alguns sucessos com o aniversariantes.



Durante o espetáculo, João Roberto Kelly falou da sua mais recente composição, homenageando a Copa:
_ Eu e o Brasil inteiro ficamos muito tristes com aquele 7 a 1. Decidi fazer uma música para a Copa, mas não na linha ufanista. Um dos grandes defeitos da torcida é o “já ganhou”. Então, resolvi fazer uma marchinha para a gente cantar torcendo. Não sou do “já ganhou”, mas do “vamos torcer”. Quero sorrir no fim da Copa. Dessa vez, não vale chorar.



Na platéia da noite de ontem estavam várias personalidades do meio artístico, como Rodrigo Faour, Hilton Abi-Hiran, as cantoras Ellen de Lima, Luciene Franco, além de Fernando Reski, Dougie Face, Suzy Parker, Cesar Sepulveda, Yeda Brown, Gilse Campos, Gualdino Calixto, Luiz Alberto e Gina Teixeira.




INFÂNCIA MUSICAL 
João Roberto Kelly  nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 23/6/1937 e já com 11 anos, começou a tocar piano de ouvido, aprendendo com a mãe e a avó, ambas pianistas. Depois estudou com professora particular e começou a compor.



Ele Iniciou carreira em 1957, fazendo a partitura da revista Sputnik no morro, que Geysa Bôscoli e Leon Eliachar apresentaram no Teatrinho Jardel, no Rio de Janeiro, em 1957.



Estreou na televisão em 1963, fazendo a abertura musical dos programas da TV Excelsior, onde mais tarde, convidado por Carlos Manga e Chico Anísio, passou a musicar os quadros dos seus shows humorísticos, participando, assim, de um dos programas mais famosos na época (1964), Times Square.



Daí em diante, dedicou-se a televisão, tendo sido produtor e apresentador em varies canais de televisão no Rio de Janeiro — na TV-Rio, produziu Praça Onze, Noites Cariocas e Musikelly; na TV Globo, foi apresentador de Espetáculos Tonelux; e, em 1970, voltando para a TV-Rio, produziu e apresentou Rio Dá Samba.



Tornou-se mais conhecido como compositor carnavalesco, destacando se em vários Carnavais das décadas de 1960 e 1970: em 1964 fez grande sucesso com Cabeleira do Zezé (com Roberto Faissal), marcha gravada por Jorge Goulart; no ano seguinte, Emilinha Borba gravou com êxito sua marchinha Mulata iê iê iê e Dalva de Oliveira interpretou em disco o Rancho da Praça Onze (com Chico Anísio), música que já havia, sido apresentada ao publico em 1960 e que foi modificada para o relançamento; em 1967, sua música Colombina iê-iê-iê (com David Nasser) foi uma das mais cantadas no Carnaval; e, em 1971, sua marcha Paz e amor (com Toninho) foi defendida por Clóvis Bornay.

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Venceu, em 1972, o concurso de Carnaval da TV Tupi com Israel (com Carlos Gonçalves dos Santos), cantada por Emilinha Borba, e recebeu o Medalhão de Ouro da TV Globo, em 1974, pelo seu Cordão da Bahia. Ainda nesse ano, gravou um LP pela Odeon, cantando sucessos seus como Boato e Gamação, gravados anteriormente por cantores como Elza Soares, Miltinho e Dóris Monteiro.