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terça-feira, 13 de junho de 2017

Joyce e Marcos Valle enriqueceram o Papo Musical do Sarau da Leda Nagle, no Net Rio

De Luiz Carlos Lourenço
Fotos de Marcelo Castello Branco

Com o Theatro Rio completamente lotado, foi realizada na tarde de ontem a segunda apresentação do Sarau da Leda, apresentado brilhantemente pela jornalista, apresentadora, colunista e escritora LEDA NAGLE. Depois do espetáculo de estréia na semana passada, com a cantora ALCIONE, Leda comandou o bate papo musical com o compositor, cantor, instrumentista e arranjador MARCOS VALLE e a cantora, compositora e instrumentista JOYCE, que, durante hora e meia, contaram curiosidades de suas carreiras, narraram fatos engraçados e brindaram o público cantando e tocando seus maiores sucessos.


Na próxima segunda-feira, dia 19, a partir das 16 ho SARAU DA LEDA fará a sua terceira apresentação, com as entrevistas e a arte de dois artistas donos daquelas consideradas maiores vozes da MPB, AGNALDO TIMÓTEO E MARCIO GOMES.



No agradável encontro da tarde de ontem, estavam na platéia várias personalidades, destacando-se o cantor e compositor LUIS VIEIRA, as cantoras ELLEN DE LIMA e TETÊ CAVALCKANTI. o pesquisador, produtor musical e fotógrafo MARCELO CASTELLO BRANCO,a fotógrafa THERESA EUGENIO, o produtor e diretor musical THIAGO MARCIO LUIS e PATRICIA ALVI.

Em seu bate-papo com Leda, Marcos Valle e Joyce recordaram as fases da criação de músicas para as telenovelas, os festivais musicais e as inúmeras viagens internacionais que os dois artistas fazem e continuam fazendo por todos os cantos do mundo, incluindo a Rússia e o Japão, divulgando o melhor da Música Popular Brasileira.

Para as próximas segundas-feiras, já estão sendo programados saraus com AMELINHA E EDNARDO, ELBA RAMALHO, CARLINHOS LYRA, MARIA BETHÂNIA e outros notáveis.


QUEM É MARCOS VALLE 

Marcos Valle tem 73 anos, é nascido no Rio de Janeiro e irmão do letrista Paulo Sérgio Valle, além de primo do compositor Pingarilho. Começou a estudar piano clássico aos seis anos de idade. Formou-se em piano e teoria musical em 1956, pelo Conservatório Haydée Lázaro Brandt. Em seguida, estudou acordeom e, mais tarde, violão, passando a frequentar jam sessions em casas noturnas cariocas.

Considerado como um dos integrantes da segunda geração da bossa nova, iniciou sua carreira artística em 1961 integrando um trio, juntamente com Edu Lobo e Dori Caymmi. Nessa época, começou a compor suas primeiras músicas em parceria com o irmão Paulo Sérgio Valle. O trabalho da dupla foi registrado, pela primeira vez, em 1963, com a gravação da canção "Sonho de Maria", pelo Tamba Trio.

Em 1962, gravou seu primeiro LP, "Samba demais", registrando suas composições "Amor de nada", "Razão do amor", "Tudo de você", "Sonho de Maria", "E vem o sol" e "Ainda mais lindo", todas em parceria com Paulo Sérgio Valle, além das canções "Vivo sonhando" (Tom Jobim), "Moça flor", (Durval Ferreira e Lula Freire), "Canção pequenina" (Pingarilho), "Ela é carioca" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), "Ilusão à toa" (Johnny Alf) e "A morte de um Deus de sal" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). O disco foi contemplado com vários prêmios. Nessa época, começou a apresentar-se em shows.

Em 1965, participou do espetáculo "A bossa no Paramount", realizado no Teatro Paramount (SP), no qual interpretou duas canções inéditas que se tornariam emblemáticas em sua carreira de compositor: "Preciso aprender a ser só" e "Terra de ninguém", ambas com Paulo Sérgio Valle. A segunda, contou com a participação de Elis Regina, então em início de carreira, alcançando, de imediato, enorme sucesso. Nesse mesmo ano, lançou o disco autoral "O compositor e o cantor Marcos Valle", com destaque para as canções "Gente", "Preciso aprender a ser só", "Samba de verão", "A resposta" e "Deus brasileiro", todas com Paulo Sérgio Valle. Ainda em 1965, viajou para os Estados Unidos, onde fez parte, durante sete meses, do conjunto de Sérgio Mendes, Brasil’65, com o qual se apresentou em casas noturnas, universidades e no programa de televisão de Andy Williams.

Em 1966, a gravação de Walter Wanderley de sua música "Samba de Verão" (c/ Paulo Sérgio Valle) alcançou o 2º lugar nas paradas de sucesso norte-americanas, recebendo, mais tarde, em torno de 80 regravações nesse país. Voltou para o Brasil ainda nesse ano.

Em 1967, lançou o LP "Braziliance! A música de Marcos Valle", registrando suas canções "Os grilos", "Preciso aprender a ser só", "Batucada surgiu", "Samba de verão", "Vamos pranchar", "Deus brasileiro", "Patricinha", "Passa por mim" e "Se você soubesse", todas com Paulo Sérgio Valle, "Seu encanto" (c/ Paulo Sérgio Valle e Pingarilho), "Dorme profundo" (c/ Pingarilho) e "Tanto andei". Ainda nesse ano, gravou o LP "Viola enluarada", exclusivamente autoral, com destaque para a faixa-título (c/ Paulo Sérgio Valle), gravada em duo com Milton Nascimento, um de seus maiores sucessos, além de "Próton elétron nêutron", "Maria da favela", "Homem do meu mundo", "Terra de ninguém", "Eu", "Tião Braço Forte" e "O amor é chama", todas com Paulo Sérgio Valle, "Viagem" (c/ Ronaldo Bastos), "Bloco do eu sozinho" (c/ Ruy Guerra), "Réquiem" (c/ Milton Nascimento, Ruy Guerra e Ronaldo Bastos) e "Pelas ruas do Recife" (c/ Paulo Sérgio Valle e Novelli).

Em 1968 lançou, nos Estados Unidos, o LP "Samba’68", contendo versões assinadas por Ray Gilbert para algumas de suas canções, como "The answer" e "If you went away" ("A resposta" e "Preciso aprender a ser só", respectivamente), além de "So nice" (Summer samba), versão de Norman Gimbel para "Samba de verão".

Em 1969, gravou o LP "Mustang cor de sangue", com destaque para a faixa título e para a canção "Dia de vitória", ambas com Paulo Sérgio Valle.

Na década de 1970, teve intensa atuação em trilhas sonoras de novelas. Atuou, também, na área publicitária, tendo assinado diversos jingles de muito sucesso, com destaque para "Hoje é um novo dia", tema de fim de ano da Rede Globo, até hoje veiculado pela emissora.

Em 1970, gravou o LP "Marcos Valle", com destaque para "Quarentão simpático" (c/ Paulo Sérgio Valle) e "Pigmalião" (c/ Paulo Sérgio Valle e Novelli).

Em 1971, lançou o LP "Garra", com destaque para "Com mais de 30", "Black is beautiful" e "Minha voz virá do sol da América", todas com Paulo Sérgio Valle, e "Que bandeira" (c/ Paulo Sérgio Valle e Mariozinho Rocha). Ainda nesse ano, venceu a IV Olimpíada da Canção de Atenas com "Minha voz virá do sol da América", defendida por Cláudia.

Em 1972, lançou o LP "Vento sul", registrando composições próprias, como "Revolução orgânica", "Malena" e a faixa-título, todas com Paulo Sérgio Valle, além de "Vôo cego" (Cláudio Guimarães) e "Paisagem de Mariana" (Frederyko), entre outras.

Em 1973, gravou o LP "Previsão do tempo", exclusivamente autoral, que incluiu as canções "Flamengo até morrer", "Os ossos do barão" e "Tiu-ba-la-quieba", todas com Paulo Sérgio Valle, além de "Não tem nada não" (c/ João Donato e Eumir Deodato), entre outras. Ainda nesse ano, compôs a trilha sonora do filme "O fabuloso Fittipaldi", registrada em disco.

Em 1974, gravou o LP "Marcos Valle", contendo, entre outras, suas canções "No rumo do sol", "Meu herói" e "Casamento, filhos e convenções", todas com Paulo Sérgio Valle.

De 1975 a 1980, morou nos Estados Unidos, onde participou do LP de Sarah Vaughn "Songs of the Beatles", interpretando com a cantora a faixa "Something" (George Harrison). Trabalhou, também, com Airto Moreira, com quem dividiu os arranjos do disco "Touching you, touching me", gravado pelo intrumentista e compositor, indicado para o Prêmio Grammy. Teve, também, canções de sua autoria gravadas por artistas norte-americanos, como o grupo Chicago e a cantora Sarah Vaughn, que registrou as versões "If you went away" e "The face I love" (respectivamente "Preciso aprender a ser só" e "Seu encanto") no disco "I love Brazil".

Em 1981, retornou para o Brasil. Nesse mesmo ano, lançou o LP "Vontade de rever você", em que registrou composições próprias, como "Bicho no cio" e "Velhos surfistas querendo voar", (ambas com Paulo Sérgio Valle e Leon Ware), e "A Paraíba não é Chicago" (c/ Paulo Sérgio Valle, Laudir de Oliveira, Leon Ware e Peter Cetera), entre outras.

Em 1983, gravou o LP "Marcos Valle", contendo exclusivamente canções de sua autoria, como "Estrelar", "Fogo do sol", "Samba de verão" e "Viola enluarada" todas com Paulo Sérgio Valle.

Em 1984, lançou um compacto simples contendo a canção "Bicicleta", que se tornou outro grande sucesso.

Em 1986, gravou o LP "Tempo da gente", exclusivamente autoral, contendo as canções "O tempo da gente" (c/ Paulo Sérgio Valle e Ary Carvalho), "Sem você não dá" (c/ Erasmo Carlos), "Tá tudo bem" (c/ Vinícius Cantuária) e "Pior que é" (c/ Eumir Deodato), entre outras.

A partir de 1990, suas músicas começaram a ser muito executadas em pistas de dança de casas noturnas de Londres, alcançando um grande sucesso em outros países da Europa e no Japão.

Em 1995, recebeu o título de "Homem do Momento", conferido pela revista inglesa "Straight no chased". A partir desse ano, seus discos "The essential Marcos Valle", "The essential Marcos Valle 2", "Previsão do tempo", "O compositor e o cantor" e "Vontade de rever você" começaram a ser lançados nos mercados europeu e japonês.

Em 1998, gravou o CD "Nova bossa nova", contendo composições próprias, como "Novo visual (New look)", "Abandono (Abandon)", "Cidade aberta (Open city)" e "Bahia blue", entre outras. Ainda nesse ano, foi lançado o "Songbook Marcos Valle", produzido por Almir Chediak, contendo parte expressiva de sua obra.

Em 1999, apresentou-se no "Festival de Verão: Rio, sempre Bossa Nova", projeto da Prefeitura do Rio de Janeiro realizado no Parque Garota de Ipanema.

Em 2000, realizou, com Victor Biglione e os músicos canadenses Jean Pierre Zanella (sax e flauta) Jean-François Groulx (sintetizador), Jim Hillman (bateria) e Norman Lachapelle (baixo), o show de encerramento das comemorações dos 500 anos do Brasil, em Montreal.

Em 2001, participou, ao lado de Roberto Menescal, Wanda Sá e Danilo Caymmi, do Fare Festival, realizado em Pavia (Itália) pela Società dell’Academia, em colaboração com a prefeitura da cidade. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Bossa entre amigos", gravado ao vivo, com Roberto Menescal e Wanda Sá, no Teatro Rival.

Em 2003, lançou, com Victor Biglione, o CD "Live in Montreal", registro ao vivo do espetáculo realizado em 2000 no Canadá.

Em 2004, participou, ao lado de Gilberto Gil e outros artistas, da gravação do CD "Hino do Fome Zero" (Roberto Menescal e Abel Silva). Também nesse ano, apresentou-se, ao lado de Johnny Alf, João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Wanda Sá, Leny Andrade, Pery Ribeiro, Durval Ferreira, Eliane Elias, Os Cariocas e Bossacucanova, no espetáculo "Bossa Nova in Concert", realizado no Canecão (RJ). O show foi apresentado por Miele e contou com uma banda de apoio formada por Durval Ferreira (violão), Adriano Giffoni (contrabaixo), Marcio Bahia (bateria), Fernando Merlino (teclados), Ricardo Pontes (sax e flauta) e Jessé Sadoc (trompete), concepção e direção artística de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, cenários de Ney Madeira e Lídia Kosovski, e projeções de Sílvio Braga.

Em 2005, apresentou-se no Songbook Café (RJ). Também nesse ano, esteve no palco do Bar do Tom (RJ), ao lado de Roberto Menescal, Wanda Sá e Carlos Lyra, com o show "Bossa entre amigos". Ainda em 2005, participou da segunda apresentação do espetáculo "Bossa Nova in Concert", no Parque dos Patins (RJ). Nesse mesmo ano, lançou o CD "Jet-Samba".

Em 2006, foi contemplado com o prêmio Tim, na categoria Melhor Disco Instrumental, pelo CD ''Jet-Samba'', cuja produção foi assinada pelo próprio artista.

No ano seguinte, após realizar turnê de 20 shows pela Europa, foi o homenageado no mês de junho pelo Instituto Cultural Cravo Albin na série "Sarau da Pedra", projeto realizado com patrocínio da Repsol YPF e apoio da gravadora Biscoito Fino. No evento, foi afixada no Mural da Música do instituto, diante da presença de várias personalidades da cena cultural carioca, uma placa com seu nome, a ele dedicada pela relevância de sua obra musical. Produzida por Heloisa Tapajós e Andrea Noronha, a comemoração contou com palestra do crítico musical Antonio Carlos Miguel e um show realizado por Kiko Continentino (teclado), Paulo Russo (contrabaixo), Marcelo Martins (sax e flauta) e Renato “Massa” Calmon, com músicas de autoria do compositor homenageado, que assumiu o teclado, ao final da apresentação, para interpretar, ao lado de Jorge Vercilo (voz e violão), a canção “Pela ciclovia”, parceria de ambos.

Em 2008, participou do espetáculo "Bossa nova 50 anos", realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, acompanhado pela cantora Patrícia Alvi. Também no elenco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, Maria Rita, Fernanda Takai, João Donato, Bossacucanova e Cris Delanno. O show, em comemoração aos 50 anos da bossa nova, e também celebrando o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, teve concepção e direção de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal e Oscar Castro Neves, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, e apresentação de Miele e Thalma de Freitas.

Em 2008, lançou, com João Donato, Carlos Lyra e Roberto Menescal, o CD “Os Bossa Nova”, contendo suas canções “Até o fim” (c/ Carlos Lyra), “Gente” (c/ Paulo Sérgio Valle), “Entardecendo” (c/ João Donato) e “Bossa entre amigos” (c/ Roberto Menescal), além de “Samba do carioca” (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), “Tereza da praia” (Tom Jobim e Billy Blanco), “De um jeito diferente” (João Donato e Lysias Ênio), “Sextante” (Carlos Lyra), “Vagamente” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), “A cara do Rio” (Roberto Menescal e João Donato), “Ciúme” (Carlos Lyra), “Balansamba” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), “Até quem sabe” (João Donato e Lysias Ênio) e o meddley “Bewitched, bothered and bewildered” (Richard Rodgers e Lorenz Hart)/”Este seu olhar” (Tom Jobim)/”Só em teus braços” (Tom Jobim). Participaram também do disco os músicos Jorge Helder (baixo), Paulo Braga (bateria), Jessé Sadoc (trompete), Dirceu Leite (sax e flauta), Jaques Morelenbaum (cello) e Carlos Bala (bateria).

Lançou, em 2009, ao lado de Celso Fonseca, o CD “Página Central”, contendo 12 inéditas parcerias de ambos: “Vim dizer que sim”, “Faz de conta”, “Azul cristal”, “Vôo livre”, “Ela é aquela”, “Pra tocar assim”, “Encantadas”, “Quase perto”, “No balanço do meu samba”, “Três da tarde”, “Curvas do tempo” e a faixa-título. O disco contou com a participação do Grupo Azymuth, de Jaques Morelenbaum e da cantora Patrícia Alví.

Em 2010, fez turnê de shows no circuito Blue Note do Japão, tendo como convidado Roberto Menescal. Nesse mesmo ano, apresentou-se na segunda edição do festival de música instrumental Copa Fest, no Golden Room do Copacabana Palace (RJ).

Dividindo o palco com a o grupo Casuarina, apresentou-se, em 2011, no espaço Oi Futuro (RJ), pelo projeto “A Bossa do Samba”, concebido e dirigido por Solange Kafuri, com curadoria de Rildo Hora e Marco Antonio Bompet, arranjos e direção musical de Itamar Assiere, apresentação em vídeo de Tárik de Souza, pesquisa de Heloisa Tapajós, coordenação geral e direção de produção de Giselle Kafuri, e produção executiva de Humberto Braga. O show contou com a participação de Patrícia Alvi (vocal), Jorge Helder (contrabaixo), Zé Canuto (sax e flauta) e Renato Massa (bateria). Nesse mesmo ano, gravou o programa "Agora no ar" (Rádio Roquette Pinto), apresentado pelo jornalista e pesquisador cultural Ricardo Cravo Albin.

Com repertório autoral, apresentou-se, em 2012, ao lado da cantora americana Stacey Kent no Teatro do Via Sul Shopping, em Fortaleza, no Bourbon Street, em São Paulo, e na casa Miranda, no Rio. Os shows contaram ainda com a participação do saxofonista Jim Tomlinson, marido de Stacey.

Em 2013, foi premiado no “Worldwide Awards”, evento realizado no espaço Koko, em Londres. Nesse mesmo ano, comemorando 50 anos de carreira, apresentou-se no espaço Miranda (RJ), em duas noites seguidas, tendo como convidados Carlos Lyra e Diogo Nogueira, um em cada noite. Ao lado da cantora norte-americana Stacey Kent, lançou, nesse mesmo ano, o CD “Ao vivo”, gravado na casa Miranda (RJ), com uma banda formada por Alberto Continentino (baixo acústico), Luiz Brasil (violão), Jessé Sadoc (trompete, flugelhorn e co-autoria dos arranjos), Marcelo Martins (sax e flauta), Aldivas Ayres (trombone) e Renato Massa (bateria). O disco contou com a participação especial de Jim Tomlinson (saxofone), marido da cantora. No repertório, suas canções “Look who’s mine” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Alan e Maryllin Bergman), “The face I Love” (c/ Pingarilho e Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert), “The answer” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert), “Drift away” (c/ Peter Hall), “Summer samba” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Norman Gimbel), “Gente” (c/ Paulo Sergio Valle), “Passa por mim” (c/ Paulo Sergio Valle), “Batucada” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert), “La petite valse” (c/ Bernie Beaupere), “If you went away” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert), “Pigmaleão” (c/ Novelli e Paulo Sergio Valle), “The Crickets” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert), “She told me, she told me” (c/ Paulo Sergio Valle, vrs: Ray Gilbert) e “The White Puma”.

QUEM É JOYCE MORENO 

Nascida e criada na Zona Sul do Rio, começou a tocar violão aos 14 anos de idade, observando seu irmão, o guitarrista Newton, amigo de músicos da bossa nova como Roberto Menescal e Eumir Deodato. Mais tarde, estudou com Jodacil Damaceno (violão clássico e técnica) e Wilma Graça (teoria e solfejo). Graduou-se em Jornalismo pela PUC-Rio.

 Em 1963, participou pela primeira vez de uma gravação em estúdio, no disco "Sambacana", de Pacífico Mascarenhas, convidada por Roberto Menescal. A partir daí, gravou alguns jingles e começou a compor.

Em 1967, classificou sua canção "Me disseram" no II Festival Internacional da Canção (RJ).

No ano seguinte, lançou seu primeiro LP, "Joyce", com texto de apresentação assinado por Vinicius de Moraes na contracapa.

Em 1969, gravou seu segundo disco, o LP "Encontro marcado".

Entre 1970 e 1971, fez parte, juntamente com Nélson Ângelo, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos, do grupo vocal e instrumental A Tribo, chegando a gravar algumas faixas no disco "Posições", lançado pela Odeon.

Em 1973, gravou, com Nélson Ângelo, o LP "Nélson Ângelo e Joyce", único registro profissional da cantora no período compreendido entre 1971 e 1975, quando se dedicou exclusivamente às filhas Clara e Ana, nascidas em 1971 e 1972, respectivamente.

Retomou a carreira em 1975, substituindo o violonista Toquinho, ao lado de Vinicius de Moraes em turnê pela América Latina. Com o sucesso das apresentações, foi convidada, em seguida, para participar dos shows do poeta pela Europa, já com Toquinho de volta ao grupo. As apresentações geraram, na Itália, a gravação do LP "Passarinho urbano", produzido por Sérgio Bardotti para a etiqueta Fonit-Cetra em 1976. Nesse disco, a cantora interpretou músicas de compositores brasileiros que naquele momento estavam tendo sua obra censurada pela ditadura militar, como Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Maurício Tapajós e o próprio Vinicius de Moraes. O disco teve lançamento discreto no mercado brasileiro no ano seguinte.

Em 1977, apresentou-se em temporada de seis meses em Nova York, gravando mais um LP internacional, "Natureza", em parceria com Maurício Maestro. O disco, com produção e arranjos do maestro alemão Claus Ogerman e participação de músicos da área do jazz, como Michael Brecker, não chegou a ser comercializado.

A partir do ano seguinte, começou a ter suas músicas gravadas por outros intérpretes como Milton Nascimento, Elis Regina, Maria Bethânia, Boca Livre, Nana Caymmi, Quarteto em Cy, Joanna, Fafá de Belém e Ney Matogrosso, entre outros.

Em 1980, participou do Festival de Música Popular Brasileira da TV Globo, classificando "Clareana" , canção de ninar escrita em Roma, em 1976, para suas filhas, e que já sugeria a caçula Mariana (que só nasceria três anos depois) no verso "... Clara, Ana e quem mais chegar..." . Nesse mesmo ano, gravou o disco "Feminina", com destaque para a canção título, e "Clareana", sucesso de vendagem e responsável pela primeira grande exposição da cantora na mídia.

Ainda na década de 1980, lançou os LPs "Água e luz" (1981), "Tardes cariocas" (1984), "Saudade do futuro" (1985), "Wilson Batista: o samba foi sua glória" (1986), "Tom Jobim: anos 60" (1987), uma homenagem, com Gilson Peranzzetta, aos 60 anos de vida do compositor, que escreveu o texto de contracapa, "Negro demais no coração" (1988), um tributo a Vinicius de Moraes, e "Joyce ao vivo" (1989).

Lançou, em 1990, o LP "Music inside" e, no ano seguinte, o LP "Language of love".

Em 1993, realizou em The Fridge (Londres, Inglaterra), para um público de 2.000 pessoas, o primeiro show de um artista brasileiro no circuito acid-jazz.

No ano seguinte, a EMI-Odeon lançou o CD "Revendo amigos", songbook de seus sucessos na interpretação de outros cantores.

Ainda na década de 1990, gravou os discos "Delírios de Orfeu" (1994), "Live at Mojo Club" (1995), "Sem você" (1995), uma parceria com Toninho Horta em segunda homenagem a Tom Jobim, "Ilha Brasil" (1996).

Em 1997, publicou o livro "Fotografei você na minha rolleyflex", uma coletânea de crônicas e histórias da música popular brasileira.

Entre 1998 e 2000, atuou como cronista semanal do jornal "O Dia", e lançou os discos "Astronauta" (1998), um tributo a Elis Regina, e "Hard bossa" (1999).

Criou e apresentou, durante o ano de 1999, o programa "Cantos do Rio" (TV Educativa), dedicado a mostrar o Rio de Janeiro e seus músicos.

Divulgando a música brasileira em seguidas turnês internacionais, ministrou workshops, em 2000, no Rytmisk Konservatorium de Copenhagen (Dinamarca) e em Soweto (África do Sul). Ainda nesse ano, seu CD "Astronauta" foi indicado para o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de MPB. Também em 2000, gravou o disco "Tudo bonito", que contou com a participação de João Donato.

Nascida Joyce Silveira Palhano de Jesus, teve seu nome alterado para Joyce Silveira Moreno, no dia 5 de maio de 2001, em função do registro civil de seu casamento com o baterista Tutty Moreno. Nesse mesmo ano, lançou o CD "Gafieira moderna", contendo suas canções "Samba da Silvia" (c/ Silvia Sangirardi), "Risco" (c/ Léa Freire), "Quatro elementos" (c/ Paulo César Pinheiro), "Forças d’alma", "Na casa do Villa", "Pega leve", "The band on the wall", "Bota de sete léguas", "Diz que eu também fui por aí" e "Azul Bahia". Fez show de lançamento do disco na Sala Baden Powell (RJ), acompanhada pelos músicos Rodolfo Stroeter (baixo), Tutty Moreno (bateria), Nailor Proveta (clarineta) e Teco Cardoso (sopros).

Em 2002, voltou a apresentar o programa "Cantos do Rio", transmitido pela Band-Rio, e apresentou-se no Japão e na Europa.

No ano seguinte, lançou o CD "Banda Maluca", contendo suas canções "Os medos" e "Cartomante", ambas com Rodolfo Stroeter), "A Banda Maluca", "Chuvisco", "Na paz", "Samba do Joyce", "For hall", "Mal em Paris", "Pause, Bitte" e "Tufão", além de "L’étang" (Paul Misraki), "Galope" (Rodolfo Stroeter) e "A hard day’s night" (Lennon e McCartney).

Lançou, em 2005, o DVD "Joyce & Banda Maluca - Ao vivo".

Em 2006, lançou, com Dori Caymmi, o CD "Rio-Bahia", contendo suas canções "Daqui" (c/ Rodolfo Stroeter), "E era Copacabana" (c/ Carlos Lyra), "Rancho da noite" (c/ Paulo César Pinheiro), "Demorô" e a faixa-título, além de "Mercador de siri", "Flor da Bahia", "Jogo de cintura" e "Saudade do Rio", todas de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro, "Fora de hora" (Dori Caymmi e Chico Buarque), "The colors of joy" (Dori Caymmi e Tracy Mann), "Saudade da Bahia" (Dorival Caymmi), "Joãozinho boa pinta" (Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa) e "Pra que chorar" (Baden Powell e Vinicius de Moraes). O disco, gravado no ano anterior em São Paulo, para os mercados inglês e japonês, foi lançado no Brasil numa parceria entre a Biscoito Fino e o selo Pau-Brasil. Ainda em 2006, a dupla fez show de lançamento do CD no Teatro Rival (RJ), acompanhada por Tutty Moreno (bateria), Rodolfo Stroeter (baixo) e Marcos Nimrichter (piano e acordeom).

Em 2008, participou do espetáculo "Bossa nova 50 anos", realizado na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Também no elenco, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Oscar Castro Neves, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Zimbo Trio, Leny Andrade, Maria Rita, Fernanda Takai, João Donato, Marcos Valle e Patrícia Alvi, Bossacucanova e Cris Delanno. O show, em comemoração aos 50 anos da bossa nova, e também celebrando o aniversário da cidade do Rio de Janeiro, teve concepção e direção de Solange Kafuri, direção musical de Roberto Menescal e Oscar Castro Neves, pesquisa e textos de Heloisa Tapajós, e apresentação de Miele e Thalma de Freitas.

Gravou a faixa “De bem com a vida” (Alberto Rosenblit e Luiz Fernando Gonçalves) para o CD homônimo lançado, em 2009, por Alberto Rosenblit, de cujo repertório consta também a canção “Esperei”, parceria de ambos, em interpretação de Celso Fonseca. Ainda nesse ano, lançou o CD “Slow Music”, contendo suas canções “Slow Music” and “Convince Me”, ambas em parceria com Robin Meloy Goldsby, “Sobras da partilha” (c/ Paulo César Pinheiro) e “Valsa do pequeno amor”, de sua exclusiva autoria, além de “Amor Amor” (Sueli Costa e Cacaso), “Medo de amar” (Vinicius de Moraes), “Essa tarde vi llover” (Armando Manzanero), “Nova ilusão” (Zé Menezes e Luis Bittencourt), “Samba do grande amor” (Chico Buarque), “O amor é chama” (Marcos Valle e Paulo Sergio Valle), “But Beautiful” (J. Burke e J. Van Heusen) e “Olhos negros” (Johnny Alf e Ronaldo Bastos). Participaram do disco os músicos Tutty Moreno (bateria), Hélio Alves (piano) e Jorge Helder (baixo). Também em 2009, fez show de lançamento nos espaços Spirito Jazz (Vitória), Teatro Rival Petrobras (RJ) e Sesc Pompéia (SP). Também em 2009, fez show de lançamento nos espaços Spirito Jazz (Vitória), Teatro Rival Petrobras (RJ) e Sesc Pompéia (SP).

Em 2010, viajou em turnê de shows nos Estados Unidos (Boston, Nova York, New Heaven, Rochester, São Francisco e Los Angeles) Unidos e Canadá (Ottawa).

Em 2011, lançou, com Tutty Moreno, no mercado brasileiro, o CD “Samba-Jazz & outras bossas”, uma celebração aos 30 anos de parceria afetiva e musical de ambos. O disco foi lançado no mercado europeu pela Far Out, em 2007, e a edição brasileira trouxe no repertório, em faixa-bônus, uma versão mais completa da faixa “Garoto”, dedicada a Aníbal Sardinha, o Garoto, além das faixas originais. No repertório, suas canções “Compositor” (c/ Paulo César Pinheiro), “Sabe quem?” (c/ Zé Renato), “Shangri-la”, “Feijão com arroz”, “Tema pro Baden”, “Bodas de vinil”, “Mágica” e “Garoto, além de “April Child” (Moacir Santos, Evans e Livingstone), “Embalo” (Tenório Jr.) e “Devagar com a louça” (Luiz Reis e Haroldo Barbosa). Nesse mesmo ano, foi ao ar "No Compasso da História", série de 13 programas produzido pela MultiRio, com pesquisa musical de Heloisa Tapajós e roteiro de Fátima Valença, idealizado pela própria cantora, com o objetivo contar a História do Brasil a partir do nosso cancioneiro. Também em 2011, o cantor Zé Renato incluiu no repertório do CD “Em breves minutos”, suas canções “Um abraço no Japão”, “De onde é que vem a saudade”, “Desarmonia” e “Tá legal”, todas parcerias de ambos. Ainda nesse ano, gravou participação vocal em quatro faixas do CD “Mario Adnet: Vinicius & Os Maestros – Orquestra e convidados”: “Triste de quem” e “Se você disser que sim”, ambas de Moacir Santos e Vinicius de Moraes, “Canto de Xangô” (Baden Powell e Vinicius de Moraes) e “Medo de amar” (Vinicius de Moraes).

Dividindo o palco com o violonista Alfredo Del-Penho, apresentou-se, em 2012, no Instituto Moreira Salles, na série “Grandes Discos”, cantando o repertório do LP de estreia do compositor Sidney Miller. Celebrando sua cidade natal, lançou no mercado europeu, nesse mesmo ano, o CD “Rio de Janeiro”, contendo, além de alguns temas de sua autoria, como “Puro ouro”, canções de outros autores, entre as quais “Desde que o samba é samba” (Caetano Veloso), “Com que roupa?” (Noel Rosa), “Feitio de oração” (Noel Rosa e Vadico), “Mascarada” (Élton Medeiros e Zé Kéti), “Cidade Maravilhosa” (André Filho), “Valsa de uma cidade” (Ismael Neto e Antonio Maria) e “Vela no breu” (Paulinho da Viola e Sérgio Natureza). Nesse mesmo ano, lançou, em parceria com João Donato, o CD “Aquarius”, com suas canções “No fundo do mar”, “Luz da canção” e “E passa o carrossel”, parcerias de ambos, “Chama o Donato” (c/ Jorge Helder) e ainda “Caymmi visita Tom”, “Tardes cariocas” e “Guarulhos Cha Cha Cha”, de sua exclusiva autoria, além de Amazonas, Pt. 2” (João Donato, Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti), entre outras.

Em 2013, apresentou-se no espaço Miranda (RJ), ao lado de Roberto Menescal e do grupo Os Cariocas, abrindo o projeto “Rio Bossa Nova Festival”. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Tudo”, com suas canções “Quero ouvir João” e “Dor de amor é água”, ambas com Paulo César Pinheiro, “Estado de graça” (c/ Nelson Motta), “Sem poder dançar” (c/ Teresa Cristina), “Pra você gostar de mim” (c/ Zé Renato), “Boiou”, “Puro ouro”, “Aquelas canções em mim”, “Claude et Maurice”, “Tringuelingue”, “Domingo de manhã”, “Choro do anjo” e a faixa título. Ainda em 2013, dividiu o palco da casa Miranda (RJ) com Roberto Menescal, na segunda edição do “Rio Bossa Nova Festival”, com direção musical do próprio compositor e direção artística de Raymundo Bittencourt.