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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Casa onde morou Tom Jobim ganha estátua em sua homenagem




O coquetel de inauguração ocorrerá no próximo dia 25 na Barão da Torre 107, no Rio de Janeiro

Por Agência Estado
Foto de divulgação

Onde hoje nós recebemos hóspedes do mundo inteiro loucos pelo charme de Ipanema, ele criou uma quantidade impressionante de clássicos, como Samba do avião, Só danço samba, Ela é carioca, Inútil paisagem e Desafinado. Sem mencionar Garota de Ipanema.
No mesmo período (de 1962 até 1965) ele ganhava o mundo e o Grammy, deixando em seu vácuo os Beatles, os Rolling Stones e Elvis Presley, se tornava o rosto internacional da bossa nova e era considerado o maior expoente da Musica Popular Brasileira de todos os tempos pela revista americana Rolling Stone.

Mas na Ipanema dos loucos anos 60 ele era apenas o Tom, carioca da Tijuca, morador da Barão da Torre, frequentador assíduo do Arpoador, bom de papo e de bar, amigo da natureza e amante do mar.

O resto é história.

Ipanema era o centro do mundo e Tom Jobim seu príncipe.
Aos 35 anos, o compositor reinava absoluto não apenas nas areias do bairro, mas nos quatro cantos do planeta com seu piano e sua estampa de galã.

Tom Jobim era Ipanema, Ipanema era Tom Jobim e aquelas areias viviam cheias de novos compositores e candidatas à musa.
A identidade cultural de Ipanema (e por extensão de toda a cidade) e a mitologia da boêmia carioca da época jamais seriam os mesmos sem aquele piano e seu dono.
A casa da Barão da Torre continua aqui, no coração da Zona Sul, à poucos passos do mar e do agito que desde então nunca mais parou.
Aquele piano se foi, mas nós continuamos a viver como se ele ainda estivesse aqui. Tom nunca se foi de verdade, virou passarinho e nós gostamos de acreditar que ainda pousa vez por outra na janela do seu velho quarto pra matar as saudades daqueles tempos loucos.
E com certeza ia adorar saber que a casa anda cada dia mais Bonita (what can we say?), cheia de gente feliz indo e vindo do mesmo mar, caminhando pelas mesmas ruas, respirando o mesmo ar. Alguns mais sortudos até dormindo naquele mesmo quarto.

Sobre o Arpoador, ele disse: "quando eu morrer, enterrem meu coração nas areias desta praia."
Tom Jobim faria 90 anos no próximo dia 25. Seu coração parece ainda bater por aqui, entre os hóspedes de todo canto se divertindo na piscina onde era seu jardim, felizes e bronzeados, fazendo novos amigos na sala onde antes ficava seu piano e celebrando a vida no nosso bar
E pra comemorar seu aniversário e festejar oito anos de Bonita Ipanema, imaginamos uma forma de tê-lo ainda mais presente.
Pensando no grande amor de Tom Jobim pela natureza, em especial pelo mar e pelos pássaros, encomendamos seu presente de aniversário ao escultor VALMON, conhecido por suas esculturas de grandes artistas da MPB como Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha, com as quais já expôs no Museu de Etnologia de Munique, na Ander-Art, Galerie Kunst-Direkt, Festung Ehrenbreitstei e Circo Voador, sua primeira escultura de grande porte, uma representação do compositor. VALMON se especializa em esculturas feitas de material reciclado como ferro, epóxi, latas de alumínio, jornais e revistas entre outros
Como ecologista apaixonado, ele iria adorar
Tom Jobim está voltando pra casa no dia 25 ao som do Samba do Avião.
Bonita Ipanema convida o Rio para o coquetel de aniversário/inauguração na Barão da Torre 107.
Serviço

Inauguração da estátua Tom Jobim com coquetel
Dia 25 de janeiro, quarta-feira, das 18 às 21 h
Bonita Ipanema - Rua Barão da Torre, 107 - Ipanema - RJ
Tel: (21) 2227-1703
Entrada Franca
Faixa Etária Livre