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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

EM CINCO HORAS DE AUTÓGRAFOS, JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS LANÇA A ESPERADA BIOGRAFIA DE ZÓZIMO BARROSO DO AMARAL



De Luiz Carlos Lourenço 
Fotos de Daniel Marques 

As fortes chuvas que atingiram a cidade na noite passada não empanaram o brilho da festa de lançamento,   na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, Zona Sul do Rio, da detalhada biografia do colunista social Zózimo Barroso do Amaral. Escrito pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, o livro conta a história de um dos maiores expoentes da coluna de notícias, gênero jornalístico tipicamente brasileiro. 

Na fila gigantesca para os autógrafos, todos confraternizavam e contavam histórias, em meio a muitas flutes champanha, acompanhado de cardápio de pastas e tira-gostos bem acima do que é servido na livraria, regularmente. Como um alegre moleque  que está  saboreando  o seu novo brinquedo, ao lado de sua companheira, Lilian Sapucahy da Silva, Joaquim sorria sempre, fazia longas dedicatórias individuais e dava um abraço em cada amigo conquistado ao longo de sua brilhante carreira. 
Com Juliana Galvão, a modelo predileta de Zózimo

Ao receber seu velho amigo de redação, Luiz Carlos Lourenço, Joaquim encaminhou um exemplar do novo livro ao diretor presidente da LBV, José de Paiva Netto, com a seguinte dedicatória " Para José de Paiva Netto, com o abraço e a melhor champanhe. Tim Tim. Joaquim Ferreira dos Santos bivenbri de 2016." 

Juliana Galvão

Difícil dizer que não esperou pacientemente nas longas filas da sessão de autógrafos, interrompidas várias vezes para as entrevistas de repórteres e cinegrafistas. Só a TV Globo fez três paradas do autor do livro para os telejornais de sua programação. Lá estavam, numa alegre festa, Ancelmo Gois, Marcia Barroso do Amaral, Zuenir Ventura, o ex ministro João Paulo Reis Velloso, com Fernando Bicudo, Ricardo Amaral, Maitê Proença, Leiloca Neves, Liliana Rodriguez com o marido, Nestor Rocha, o colunista Franklin Toscano, a atriz e produtora Vera Vianna, Daniel Falcão, Marta Mendonça, as colunistas Anna Maria Ramalho e Lu Lacerda, Lilian Caruso, os fotógrafos Frederico Mendes, Rogério Reis e Marco Rodrigues, os jornalistas Milton Leitão, Luiz Eduardo Resende e PC Guimarães, o cineasta Luiz Carlos Barreto com Luci Barreto, Luciana Neiva, Irene Chaves dos Santos, a cantora Hanna, Omar Catito Peres, Suzana Velloso, Virginia Feitas, Cicero Sandroni, Kiki Karavaglia, Jeff Thomas e Chico Junior.

Joaquim presenteou Artur Xexéo com dois discos de vinil

Lá estavam Evandro Teixeira, Diana Aragão, Artur Xexéo,Maria Alice Halfin, Regina Martelli, Daniel Azulay,Vera Bocayuva, Patricia Kogut, Regina Rito, Alicinha Silveira, Theresa Eugenio, Paulo Figueiredo, João Teodoro,Maia Lucia Dahl, diretores do Colégio Andrews, Regina Fleury, Renato Machado, Rodolfo Garcia e Marisa Araujo.
 E ainda Leonel Katz, Lygia Marina, Emilio Kalil. Elza Figueira de Melo, Sergio Abranches, Joana Oakim, Eick Figueira de Mello, Fernando Barroso do Amaral, Nani Rubim, Isabel de Luca, Mary Ventura, Paulo Bertazzi, Paulo Marinho, Mirtia Galotti, Maria Alice Celidônio, Mauro Ventura, Gustavo Pinheiro, Glaucia Leme, Bernardino Campos, Leo Aversa, Carlo Mossy, Ana Stewart, Alfredo Grosso, Lucinda Karabtchevsky, Joelle Rouchou, Beatriz Protásio,Jackie Esperandio,Vanda Klabin, Dedina Bernardelli, Maria Clara Mattos, Pedro e Glorinha Paranaguá, Paulo Severo, Alfredo Ribeiro(Tutty Basques), Livia Vianna e Yacy Nunes.

Uma brincadeirinha com o amigo Frederico Mendes

Uma das últimas personalidades da fila foi a modelo Juliana Galvão, acompanhada do marido, que, no livro, aparece em foto em preto e branco na contracapa do livro. Ela bateu um recorde, ser citada por Zózimo, em diferentes situações, por diversas vezes.


O casal Joaquim com sua mulher Lilian Sapucahy da Silva


O LIVRO QUE DEU TRABALHO

“Enquanto houver champanhe, há esperança” foi o título escolhido para a biografia do jornalista que por quase três décadas desnudou a sociedade brasileira em sua coluna diária – no jornal "O Globo" e no "Jornal do Brasil".

Liliana Rodriguez e o marido, Nestor Rocha

"Seiscentas páginas diante das 200 mil notas que o Zózimo fez em 30 anos de jornalismo é até uma moleza, né?! Acho que a função, o trabalho dele era mais pedreira que esse. Todo dia tinha uma página em branco, a responsabilidade de dar um grande furo de reportagem, uma notícia espetacular. E fazia isso ainda com um texto maravilhoso, uma delícia de se ler.   Presente na fila, Ancelmo Gois é que diz que Zózimo era o 'melhor texto brasileiro em três linhas'. E só quem escreve é que sabe a dificuldade de se fazer um texto em três linhas", declarou Joaquim.

Com o amigo e ex colega de redação, Luiz Carlos Lourenço 

Marcia Barroso, primeira mulher de Zózimo, contou que ficou com o colunista por mais de 20 anos e que ele sempre tinha uma história para contar em casa.
"Toda mulher é curiosa também, então eu perguntava o que tinha rolado na coluna. Algumas pessoas não gostavam do que ele escrevia, tanto que ele acabou preso por conta de uma nota", lembrou.

Dedicatória para Paiva Netto, presidente da LBV (Legião da Boa Vontade)

Para além de fazer registros sociais, Zózimo oferecia em seus textos notícias relevantes nas áreas de economia, política e esporte – sendo esta a sua maior paixão. Como ninguém, narrou as mudanças ocorridas na elite carioca, angariando para si muitos amigos e, também, muitos desafetos.

"É uma inspiração para todo jornalista. Porque ele conseguia fundir isso, a notícia e um texto muito delicioso, muito refinado e com humor. Ele atingia todo tipo de leitor. Ele tinha um jornal dentro de um jornal. É uma ispiração e ao mesmo tempo é uma maldição. Porque todo mundo, todos os jornais querem ter um Zózimo Barroso do Amaral. Ele inventou um formato delicioso de se transmitir e ler notícias. Mas, infelizmente, Zózimo só tinha um", disse o autor da biografia.

A jornalista e colunista, Miriam Leitão

Muitos jornalistas, amigos e leitores prestigiaram o lançamento na noite desta quinta-feira. Entre ele, o também colunista e escritor Artur Xexéo. "Um dos textos mais brilhantes do jornalismo brasileiro", resumiu. "Era um bon vivant, um cara alegre, um cara que não perdia nunca a piada. Sempre muito divertido, sempre muito atento. Às vezes um comentário seu poderia virar uma nota. Ele tirava nota do nada."

Regina Martelli

Leiloca Neves, astróloga e ex-Frenética, revelou que ainda tem um mapa astral de Zózimo. "Ele era uma unanimidade. Todos o amavam. Ele é um geminiano, inteligente, sensível e com humor sofisticadíssimo. No mapa dele, há anos, estava que ele seria uma pessoa condenada ao sucesso. Tanto que tem muitos seguidores de seu estilo".

A bela Maitê Proença

Diante de tantas memórias e histórias engraçadas, a socialite Glorinha Paranaguá  relembrou um nota de Zózimo que revelava que ela tinha intermediado um contato entre o duque e a duquesa de Windsor com o cirurgião Ivo Pitanguy.

Com Regina Rito

Zózimo fez barulho logo no início de sua carreira, ao despertar a atenção e desconfiança da censura durante a ditadura militar. Se tornou o primeiro colunista social a ser preso no país durante os anos de chumbo.

Os amigos e sócios, Omar Catito Peres e Ricardo Amaral 

Figura que ilustrou com frequência a coluna de Zózimo, a socialite Mirtia Gallotti serviu como fonte para algumas páginas do livro. "Eu era muito amiga do Zózimo e tenho uma admiração muito grande pelo Joaquim. Pior que na hora em que Joaquim ia conversar comigo para o livro, eu não lembrava de quase nada, esse é o problema", divertiu-se.

Os jornalistas e colunistas, Lourenço e Anna Maria Ramalho

A publicação narra a trajetória de Zózimo desde a infância, passada no então pacato bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul carioca. O leitor vai descobrir que ele iniciou sua carreira jornalística quase que por acidente, vindo a conquistar sua primeira coluna assinada aos 27 anos. Morreu aos 56 anos, em 1997, deixando imortalizada em sua obra a forma peculiar e espirituosa com a qual observava a vida carioca.

Com a atriz e produtora Vera Vianna

A biografia é lançada pela editora Intrínseca, que em 2013 convidou o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos para a empreitada de retratar a história de Zózimo. Contemporâneo de seu biografado, Santos é repórter e cronista e trabalhou com o colunista nas duas redações.
Santos é autor de diversos livros de crônicas. Publicou ainda “Feliz 1958 - O ano que não 


Com Leiloca Neves

FICHA TÉCNICA 

título: ENQUANTO HOUVER CHAMPANHE, HA ESPERANÇA: UMA BIOGRAFIA DE ZÓZIMO BARROSO DO AMARAL


DE JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS 
isbn: 9788551000151
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 672
ano de edição: 2016
edição: 1ª