Seja bem-vindo ao Blog do Lourenço! Obrigado por sua visita... Volte sempre!


sábado, 8 de outubro de 2016

PREMIADO ATOR DEO GARCEZ VESTE NOVAMENTE A CAMISA DO NATAL DA LBV

Foto: Daniel Marques



Por Luiz Carlos Lourenço

O Time da Boa Vontade torna-se cada vez maior ! Agora foi a vez do consagrado ator maranhense DEO GARCEZ topar e vestir outra vez a camisa da Legião da Boa Vontade em prol de um Natal mais digno e sem fome.

 A ação faz parte da campanha Natal Permanente da LBV — Jesus, o Pão Nosso de cada dia! "Sei que minha atitude se juntará a de dezenas de outros artistas, gente do esporte, jornalistas e, beneficiará, em todo o Brasil, mais de 50 mil famílias de baixa renda que se encontram em situação de vulnerabilidade social com as cestas de alimentos. Estou muito emocionado e mando um recado ao meu querido José de Paiva Netto, contem comigo sempre" . 


Foto: Daniel Marques


Nas redes sociais, Deo também costuma compartilhar o seu grande gesto de Solidariedade, assim como já o fizeram vários diretores do Sindicato dos Artistas do Rio(Sated), como o ator, produtor e diretor Jorge Coutinho, presidente do  de muitos artistas neste Natal e lançou o desafio para o amigo JORGE COUTINHO, presidente do Sated.


Foto de Divulgação
Deo já atuou nas principais emissoras de televisão do país, e sua primeira aparição na telinha foi na novela Chica da Silva, na extinta Rede Manchete. Seu personagem, o “mucamo” Paulo, era sensível e deu muito que falar. Curioso é que, na sinopse da trama, o personagem não teria muitas falas, deveria apenas abusar das expressões faciais. Déo relembra este início. “Quando cheguei à seleção, quase desisti. Tinha muito negro bonito e talentoso. Mas, alguma coisa me dizia para ir em frente. Lembrei-me da minha mãe, que sempre apostou em mim, e resolvi encarar aquele teste como se fosse o mais importante da minha vida. Quando o diretor Walter Avancini me viu interpretando, gostou muito e acabou me escolhendo. O personagem deveria entrar mudo e sair calado.” (Neste momento ele dá uma enorme gargalhada e continua). “Lembro que ficava ensaiando horas e horas no meu quarto olhando no espelho, mesmo sabendo que o personagem teria poucas falas, fazia laboratório sozinho. Sempre fui determinado e extremamente focado. 


Foto: Danilo Sérgio


Com isso, o personagem ganhou mais profundidade e se tornou um dos principais coadjuvantes da novela. A relação do Paulo com o Zé Maria (Guilherme Piva) e a Elvira (Giovanna Antonelli) era bem interessante. Nas ruas eu percebia como o personagem era querido”, conta o ator, emocionado.

Mas até conquistar o seu primeiro papel na TV, as coisas não foram nada fáceis para ele. “Tive uma infância complicada, minha mãe trabalhava muito para sustentar meus irmãos e, depois que separou do meu pai, ficou muito mais difícil, ela teve que assumir tudo sozinha e foi trabalhar como empregada doméstica.”


Foto: Divulgação


Em casa, sua veia artística sobressaía e suas brincadeiras eram sempre de faz de conta. E foi aos 11 aos de idade que Deo se deparou com aquilo que mudaria a sua vida para sempre. “Quando a minha turma da escola foi ao teatro assistir uma peça infantil, fiquei em estado de êxtase, aquilo era o que eu queria, eram as brincadeiras que eu fazia em casa. 

Decidi que a minha trajetória seria aquela. Depois de um tempo, voltei ao teatro e procurei a bilheteira, que me indicou o diretor, e foi assim que ingressei no Teatro de Expressão do Maranhão”, explica, sem deixar passar o fato de que só conseguiu porque teve o apoio da família.” E ele volta a dar boas gargalhadas ao relembrar sua ousadia em procurar a bilheteira.


Foto divulgação


Mas as dificuldades em São Luís do Maranhão eram muito grandes e a família se mudou para Brasília em busca de novas frentes de trabalho. Na cabeça de Deo, porém, o sonho de ser ator havia virado obsessão. Mais tarde, ingressou na faculdade de Artes Cênicas. “Foi muito difícil, mas a minha determinação era maior que as dificuldades, trabalhava durante o dia e ainda ajudava a minha mãe”, diz. O sacrifício valeu a pena, Deo tornou-se bacharel, formado pela Fundação Brasileira de Teatro, além da Licenciatura Plena em Artes Cênicas. O título possibilitou que ele trabalhasse também como professor, tarefa que lhe trouxe muita experiência e sabedoria. “Foi uma época muito interessante, aprendi muito com os meus alunos e eles comigo, uma troca muito saudável”, afirma.


Tania Malheiros, Deo Garcez e Jorge Coutinho 


O menino que queria ser ator conquistou o seu espaço e hoje, aos 48 anos, já soma 33 de carreira e dezenas de trabalhos na televisão, cinema e teatro (são mais de 20 espetáculos nos palcos). São Luís e Brasília ficaram nas lembranças. Hoje o ator mora no Rio de Janeiro. “Vir para o eixo Rio-São Paulo foi uma necessidade, as oportunidades são melhores. É uma pena, mas infelizmente ainda é assim.”.



No teatro, dentre outras, fez peças de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Shakespeare, Maquiavel, Jean Genet e Harold Pinter. Na televisão, esteve em novelas de grande sucesso, como "Xica da Silva" e "Mandacaru" (Manchete), "O Cravo e a Rosa" (Globo), "Canavial de Paixões" (SBT), "A Escrava Isaura", "Prova de Amor", "Caminhos do Coração" e "Os Mutantes" (Record).


Foto: Daniel Marques
Em 2007, recebe o Troféu Raça Negra de Melhor Ator pelo Bené, de "Caminhos do Coração". Em 2010, ganhou o Arlequim de Melhor Ator do Festival de Teatro do Rio com "Morte Sobre a Lama", de Ricardo Torres.

Deolindo Rodrigues Garcez, que adotou o nome artístico de Deo Garcez, nasceu em São Luís do Maranhão, em 5 de julho de 1967. É Bacharel em Interpretação Teatral e Licenciado em Artes Cênicas, pela Fundação Brasileira de Teatro (Faculdade Dulcina de Moraes), em Brasília/DF.

No teatro, dentre outras, fez peças de Nelson Rodrigues, Plínio Marcos, Shakespeare, Maquiavel, Jean Genet e Harold Pinter. Na televisão, esteve em novelas de grande sucesso, como "Xica da Silva" e "Mandacaru" (Manchete), "O Cravo e a Rosa" (Globo), "Canavial de Paixões" (SBT), "A Escrava Isaura", "Prova de Amor", "Caminhos do Coração" e "Os Mutantes" (Record).

Em 2007, recebe o Troféu Raça Negra de Melhor Ator pelo Bené, de "Caminhos do Coração". Em 2010, ganhou o Arlequim de Melhor Ator do Festival de Teatro do Rio com "Morte Sobre a Lama", de Ricardo Torres.


 Atualmente, com sucesso de público e de crítica, Deo vem apresentando um espetáculo sobre o herói abolicionista Luiz Gama e na próxima semana estará em cena no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.



 O Cravo e a Rosa