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terça-feira, 28 de junho de 2016

DIAS 29 E 30 - Estreia do espetáculo "Pareidolia - depois do fim" no Teatro Cacilda Becker


Crédito:  Rodrigo Pastore


Espetáculo de multilinguagens do Grupo Gestopatas, Paredolia – depois do fim leva à cena máscaras teatrais construídas a partir de objetos de uso cotidiano. Mesclando técnicas da dança, da mímica e do teatro gestual, o trabalho aborda um contexto pós apocalíptico do mundo, em que restaram apenas seres “mutantes” e restos de objetos que insistem em se recriar para que a vida se perpetue, ainda que em contextos áridos e muito pouco propícios.


Serviço

Data: Dias 29 e 30 de Junho
Local: Teatro Cacilda Becker - Rua do Catete, 338 - Largo do Machado
Tel.: 2265-9933
Horário: 20hs
Valor do Ingresso: R$20,00 a Inteira/R$10,00 a Meia (50% de desconto sobre a inteira para Passaporte Carioca)
Tempo de Duração: 50 Minutos
Classificação Etária: 14 anos
Capacidade: 180 lugares
                                                                                                           
Ficha Técnica
Direção: Cecilia Ripoll
Elenco: Ademir de Souza, Julia Pastore e Tania Gollnick
Máscaras e Adereços: Ademir de Souza
Iluminação: Pedro Struchiner  
Cenário: Ademir de Souza e Cecilia Ripoll
Concepção e Idealização: Gestopatas

Mais sobre Pareidolia – depois do fim

Ao longo do espetáculo o público assiste a um repertório de seres construídos a partir de restos de objetos que se relacionam entre eles e com a plateia, gerando situações absurdas, por vezes cômicas, e sobretudo inusitadas. Os 3 intérpretes também exploram a união de corpos com o intuito de sugerir formatos de rostos gigantes, fazendo jus ao título do trabalho (“Pareidolia” é um fenômeno psicológico conhecido por fazer as pessoas reconhecerem imagens de rostos humanos ou animais em objetos, sombras, formações de luzes e em qualquer outro estímulo visual aleatório). Pareidolia – depois do fim aborda de forma não óbvia a questão da sustentabilidade – tão importante para contemporaneidade - reutilizando lixo para construir máscaras e formas animadas. O trabalho também problematiza a questão da escassez dos recursos naturais, ponto que assola de maneira geral as mais diversas culturas e sociedades atuais. Abdicando da palavra para dar vez à comunicação gestual, o espetáculo pode ser compreendido e apreciado por todo tipo de público, independentemente de sua língua/origem natal. O cenário conta com piso constituído por uma trama de plástico bolha, que assume formas diversas ao longo do trabalho e do qual surgem inesperadamente objetos com vida (máscaras cênicas) e dentro do qual também se ocultam lixos de todos os tipos - em Pareidolia o conceito de lixo está para além dos objetos; é pensado dentro da relação de afeto estabelecida por entre os intérpretes e suas relações com o gesto. Assinada por Pedro Struchiner, a luz constrói atmosferas sempre em interação com a matéria do plástico bolha: hora assume a frieza de uma humanidade extinta, hora revela a insistência dos corpos em gerar calor. A direção é de Cecilia Ripoll e, na cena, os intérpretes-criadores Ademir de Souza, Julia Pastore e Tania Gollnick.
                                           
Sobre os Gestopatas    

GESTOPATAS são assim chamados por se saberem doentes/apaixonados pelo gesto. O grupo surgiu em meados de 2014, quando 3 atores da Companhia do Gesto decidiram formar um grupo de estudos regular sobre a gestualidade em cena e suas transversalidades. Desde então, a pesquisa vem ganhando diversas frentes de trabalho, originando projetos que envolvem espetáculos de teatro-dança, intervenção com máscaras teatrais, oficinas de teatro gestual, confecção e utilização de bonecos e formas animadas, entre outros. Todas as frentes de trabalho desenvolvidas pelo grupo têm como foco principal o estudo/desenvolvimento do gesto que, para o coletivo, é um conceito que se estende e desdobra em diversos vieses artísticos que englobam desde espetáculos até confecção de elementos de cena produzidos artesanalmente. Algumas das premissas presentes em todos os trabalhos artísticos desenvolvidos pelo grupo, são: jogo de improviso e humor; mímica; musicalidade; comunicação direta com seu público; aprimoramento de elementos visuais na cena; projetos viáveis e de fácil transportação; pesquisa de linguagem e primor pela precisão gestual.