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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Tesouros do Carnaval 2016: O muso com inacreditáveis 115 cm de bumbum

"Me chamam de Mister Glúteos..."

Mais que um homem, um acontecimento. O enfermeiro Fábio Alves causa furor por onde passa com extraordinários 115 centímetros de bumbum. Ele promete empolgar a Marquês de Sapucaí na próxima sexta-feira, quando estreará como muso da Porto da Pedra, e na segunda-feira como rei de bateria do bloco Bafo da Onça mostrando todo o rebolado e dizendo no pé . Será a primeira vez que um homem virá a frente da tradicional agremiação existente desde 1956. Ele ainda tem fôlego para desfilar na Mangueira como passista, encerrando a noite de desfiles na segunda-feira.


Toda essa abundância (perdão nobre leitor, este repórter que aqui escreve não resistiu ao trocadilho) ele garante que é fruto de genética e muito exercício. “Malho há mais de 15 anos. Faço muito agachamento que pega glúteos e quadríceps. Como tenho cintura fina por ter um abdômen trabalhado, fica parecendo maior”, disse ele que também chama a atenção com um par de coxas que medem impressionantes 65 cm cada uma. “Chego a pegar 650 kg no leg press”, contou. Alguém dúvida?

Na academia de musculação onde treina, homens e mulheres – impressionados com os atributos do muso – pedem dicas de como chegar a um resultado parecido. “As meninas e até os meninos querem saber como ter um bumbum igual ao meu. Perguntam a série de exercícios que eu faço. Eu já levo na gozação”, comentou. Com o tamanho sucesso, ele ganhou dos professores da academia um inusitado apelido. “Eles me zoam me chamando de Mister Glúteos”.

Com um corpo espetacular, o assédio parte de todos os sexos. Eles, com maior discrição, enquanto elas… se jogam com vontade. "Elas olhas, falam, apertam e cantam na lata. Os homens só olham. No máximo vêm como não quer nada, pedir para tirar fotos. Tento ser simpático com todos".

O popozudo desfila desde 2003 no Carnaval, quando saiu no abre-alas da Estação Primeira de Mangueira. Na verde e rosa, ele também virá neste ano como passista. Fábio define como uma paixão à primeira vista o enlace com o Sambódromo. “É uma emoção única. Um arrepio no corpo. Coração bate mais forte. Todo ano é uma alegria enorme desfilar.”

Na Porto da Pedra, ele também é responsável pela direção da ala de 60 passistas, um trabalho que se intensificou nos últimos quatro meses. No bloco Bafo da Onça, ele irá a frente de 150 ritmistas. E ainda sairá na terça-feira à frente do Saias na Folia, bloco de Niterói que também concedeu o título de muso para o incansável atleta carnavalesco.

E a agenda enlouquecida de ensaios e muita malhação é coordenada com a rotina de trabalho na enfermaria de uma unidade de saúde de São Gonçalo, em uma escala de 12h por 36h. “Nessa reta final é a maior correria. Quatro ensaios por semana. Às vezes ia do plantão direto para a academia. Malhava à noite até meia-noite e depois ia correr na praia até 2h da manhã”.

E quando o Carnaval passa, o muso – como não poderia ser diferente – admite o esgotamento físico. Mas, por ele, os dias da festa não teriam fim. O amor ao samba e ao Carnaval falam mais alto ao som da bateria de uma escola na avenida. “Eu descanso uma semana e na outra já começo a sentir falta dos ensaios. Quando fazemos o que amamos nada é obstaculo. Eu amo o Carnaval”.

Fotos: Acervo Pessoal

Por: Felipe Martins