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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O ATOR, DIRETOR E PRODUTOR JORGE COUTINHO,PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ARTISTAS DO RIO,  APOIA A CAMPANHA DA LBV



Jorge Coutinho é um dos nomes mais prestigiados pela classe artística do Rio de Janeiro, presidindo, há alguns anos, o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiros vestiu a camiseta da solidariedade e está apoiando a campanha de Natal Permanente da LBV.
 Jorge se fez presente na criação do movimento do Cinema Novo e do Grupo Opinião. Foi o Grupo Opinião responsável pela divulgação da música dos compositores populares que após se tornaram conhecidos na elite. Nos anos de chumbo o espetáculo “Noitada de Samba” produzido por Jorge Coutinho e Leonides Bayer e realizado pelo Grupo Opinião foi considerado pela opinião pública o grande foco da resistência, tendo ficado em cartaz por 10 anos.
Em razão desse movimento cultural e político Jorge Coutinho foi exilado na Argentina. Regressando do exílio Jorge Coutinho chocou  a opinião pública na época na novela “Passo dos ventos”, de autoria de Janete Clair, ao dar o primeiro beijo entre um negro e uma branca, desfiando o preconceito desde então vigente.


Com a carreira de ator já solidificada Jorge Coutinho inicia sua vida sindical a frente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões.
Em 2004 foi eleito presidente do SATED/RJ onde revitalizou e implementou diversos projetos.Pelo trabalho desempenhado Jorge Coutinho foi reeleito em 2010 com 65% de aprovação nas urnas sindicais.


TEMPOS DIFÍCEIS


Filho caçula da dona de casa vassourense Mercedes Antônia Coutinho e do marmorista Manoel Coutinho, Jorge Coutinho veio ao mundo pelas mãos de sua avó, famosa parteira, Marta Rocha. Da infância vivida nos bairros de São Cristóvão e Cordovil traz lembranças de tempos difíceis. Época em que a realidade o obriga a estudar sob luz de lamparina e a transportar latas d’água na cabeça. Motivado pela dificuldade financeira que a família enfrentava logo na adolescência Jorge Coutinho começa a trabalhar como lixador em uma antiga fábrica de sapatos no bairro Triagem. Nessa época Jorge Coutinho foi apresentado ao fantástico mundo das Escolas de Samba por meio de sua avó paterna dona Hercília, integrante da Escola de Samba Capela. 

Jorge Coutinho, numa recepção de atores negros promovida pela LBV para homenagem o ator americano John Amos, que esteve no Brasil em visita à instituição.

Com a separação de seus pais e a morte de sua avó paterna Jorge Coutinho se muda para o bairro Proletário da Gávea, onde passa a viver com sua mãe. Não tendo se adaptado ao ofício Jorge Coutinho busca novos mercados, sendo levado ao curso de bombeiro hidráulico. Ao completar 18 anos Jorge Coutinho cumpre com seu dever cívico e passa ao serviço militar obrigatório, onde aprende o ofício de bombeiro eletricista. Terminado o período de serviço militar Jorge Coutinho emprega-se no luxuoso hotel Copacabana Palace na função de bombeiro hidráulico. É lá que ao assistir aos ensaios das grandes companhias artísticas Jorge Coutinho descobre uma nova paixão e a profissão que realmente desejava seguir. Sempre obstinado Jorge Coutinho se matricula no Conservatório e no curso do Teatro Tablado.

Com a atriz Ruth de Souza 

Em 1958 faz seu primeiro trabalho como ator na peça teatral “Do mundo nada se leva” ao lado de nomes já consagrados da dramaturgia brasileira. Ainda no ano de 1960 Jorge Coutinho participando do Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes – CPC/UNE iniciou seu sonho de descentralizar a cultura sempre tão presente nas classes abastadas e escassas para as classes menos favorecidas.


Por Luiz Carlos Lourenço
Fotos Daniel Marques e arquivo pessoal