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sábado, 31 de janeiro de 2015

51 ANOS DE DESFILES DA BANDA DE
IPANEMA, UMA BOA IDEIA NO RIO






Texto e fotos de Luiz Carlos Lourenço



A chuva que caiu no fim da tarde  não impediu que milhares de foliões tomassem as ruas da Zona Sul neste sábado (31) para brincar ao som da Banda de Ipanema, que este ano., apresentou um policiamento eficiente e que permitiu que o desfile fosse tranquilo, com poucos problemas de brigas ou furtos aos participantes..
A concentração do bloco, na Praça General Osório e nas rua Gomes Carneiro e Jangadeiros, foi tomada por cariocas e turistas por volta das 17h. Era possível ver desde foliões com fantasias elaboradas até aqueles que foram para o desfile apenas com chapéus e outros adereços, dispostos a festejar. O esquenta foi ao som de "Cidade Maravilhosa".  Às 18h, a banda já desfilava.


E como é de tradição, não faltou a crítica bem-humorada nas fantasias, com uma dupla de São Paulo fazendo pilhéria com a Operação Lava Jato e um folião anônimo que criticou os roubos na Petrobrás e o envolvimento de Graça Foster nas irregularidades. Até o mais famoso personagem da novela Império, o comendador vivido pelo ator Alexandre Nero, surgiu no meio da banda, personificado pelo ator José Luis Falcão, de São Paulo.
Comemorando cinco décadas de existência, a Banda de Ipanema contou com a trégua da chuva que caía na cidade para homenagear os 450 anos do Rio e o centenário de importantes nomes da música brasileira, como Grande Otelo, Orlando Silva, Humberto Teixeira e Aurora Miranda - famosa por cantar o hino “Cidade Maravilhosa”.
Como de costume, os foliões capricharam nas fantasias. O dentista Daniel Sbruzzi há 39 anos traz o bloco que fundou em Taubaté, no interior de São Paulo, para brincar com a Banda de Ipanema.


 A irreverência inspira outros foliões fiéis ao bloco lembrando a ecologia, como o montador de máquinas José Geraldo da Silva, que há 15 anos desfila com a mesma fantasia:
- É uma fantasia ecológica. Eu a reciclo dependendo do evento - afirmou José, todo coberto por folhas verdes, por onde saíam araras, bandeiras do Brasil e um bolo em comemoração aos 450 anos do Rio de Janeiro
Um dos destaques do desfile foi a performance do ator e aderecista Eduardo Rasberge, que, h´[a 33 anos, desfila na banda com seu personagem Mulher da Mala. Disputado para fotos, ele ainda fazia apresentações especiais, subindo em muros e postes com suas irreverência para brincar com os integrantes da banda.


O folião José Ruy Dutra Cunha, conhecido como J. Ruy, lembrou que o carnaval dos 450 anos é histórico para a cidade."A Banda de Ipanema é a cara do Rio e do carnaval. Aliás, se a banda não existisse, talvez nem teria o carnaval de rua da cidade ainda", disse.
Josafa Carvalho, a Juju Maravilha, que incorpora com fidelidade os trajes de Carmen Miranda, desfila na Banda de Ipanema há 34 anos. Ele encara qualquer sacrifício pelo bloco.
"Eu estou aqui, aos 63 anos, em cima deste salto enorme por amor a isso tudo, mas muito feliz porque já vi dezenas de mães ensinando aos filhos a tradição do carnaval de rua", disse.
"Achamos que seria tumultuado, mas está sendo tranquilo e muito bacana", disse.
A Banda de Ipanema saiu no carnaval de 2015 com o enredo “Rio, logo existo,” homenageando os 450 anos do Rio de Janeiro.A duas semanas do início oficial da folia carioca, a Banda de Ipanema volta a desfilar no sábado de carnaval, dia 14 e na terça-feira, dia 17, fechando a festa com chave de ouro.