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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

NESTA QUARTA, NELSON SARGENTO RECEBE HOMENAGEM
PELOS SEUS 90 ANOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS




De Luiz Carlos Lourenço
Fotos do Arquivo Pessoal



Um dos mais célebres artistas cariocas, o compositor, escritor e pintor NELSON SARGENTO, nascido no dia 25 de julho de 1924, na Santa Casa de Misericórdia, na Praça XV, irá receber uma homenagem especial nesta quarta-feira, dia 13 de agosto, a partir das 12h30m, num espetáculo comemorativo de seus 90 anos, na Academia Brasileira de Letras. Segundo um dos maiores experts de nossa MPB, o pesquisador Ricardo Cravo Albin, presidente do Intituto Cultural Cravo Albin, a ABL está sempre atenta e vem desenvolvendo uma série de eventos culturais rendendo homenagens aos maiores ícones de nossa Música Popular Brasileira.
“Não à toa que a Academia abraça uma fonte principal do canto do povo, a partir da Estação Primeira de Mangueira, titular dos poetas do porte de Cartola e Nelson Cavaquinho, aliás, amigos de vida toda do nosso Sargento, também atual presidente de honra da agremiação verde e rosa", salienta Ricardo.


 O vibrante pesquisador de nossa música popular brasileira e criador do primeiro Museu da Imagem e do Som do nosso país, e com proverbial felicidade, no Rio de Janeiro, Ricardo comunica hoje, em seu brilhante artigo semanal do jornal O Dia que Nelson Sargento, por sua vez, receberá no palco da Academia outro baluarte do mundo do Samba, o genial Monarco, liderança e símbolo da Portela, escola da qual também escorreram tradições, que se localizam nos primórdios de ambas, ao comecinho dos anos 30. O roteiro do encontro entre eles está recheado de pérolas preciosas, pescadas ao longo de encontros artísticos quer se estenderam por um mês.
 O pesquisador lembra ainda que Nelson Sargento, o célebre filho de Maria Rosa da Conceição. No lugar de se chamar Nelson Sargento, já deveria ostentar o título de General do Samba,tantas guerras conquistou ao longo dos anos , guerras ganhas, a seu ver, mais pela superação da aspereza da vida e da subsistência sofrida do que pela apoteose ao Samba que sua vida emoldurou, ao longo de mais de setenta anos de fazer e de provocar arte e música.. Já Monarco, prossegue Ricardo, por sua vez, é liderança de qualidade e da sabedoria das Velhas Guardas, aclamado por aqui e até no Japão, onde é apreciadíssimo, tal qual Sargento.

Ricardo Cravo Albin assegura que esta apresentação na Academia Brasileira de Letras, depois de amanhã, resume, e ele está certo disso, uma delicada pontuação de reverência na Casa de Machado de Assis às fontes, às origens, às ancestralidades de um povo miscigênio como o nosso. E também ao encantamento e consagração devido aos pouquíssimos remanescentes de uma saga heroica das bases populares.





UMA VIDA DE SAMBA


 Sempre carioquíssimo, Nelson Sargento, aos oito anos, morava no e Morro do Salgueiro, onde desfilava na Escola de Samba Azul e Branco.
Aos 12 anos, mudou-se para o Morro da Mangueira, sendo adotado por Alfredo Lourenço, pintor de paredes nascido em Portugal e  que chegara em um navio, fixando-se no Morro da Mangueira, onde recebeu o apelido de Alfredo Português. O padastro levava o pequeno Nelson para os ensaios da Escola Unidos da Mangueira, já extinta.
Aprendeu a tocar violão com Aluísio Dias, Cartola, Nelson Cavaquinho e passou a musicar os versos feitos pelo pai adotivo.


Seguindo os passos de Alfredo Português, tornou-se pintor de paredes.
Carlos Cachaça o levou para integrar a ala de compositores da Mangueira, em 1947.
Foi sargento do Exército de 1945 a 1949, daí o apelido que tomou como nome artístico após ter participado do musical "Rosa de Ouro".


A partir de 1982, passou a conciliar a carreira de músico com a de artista plástico.
No Rio de Janeiro, em 1983, expôs seus quadros de cenas do cotidiano e figuras primitivistas no Arquivo da Cidade. Escreveu com Alice Campos, Francisco e Dulcinéia Duarte, a monografia "Um certo Geraldo Pereira", lançada pela Funarte, em 1983, através do Projeto Lúcio Rangel.
Expôs, também, no Museu da Imagem e do Som (1993), Câmara Municipal do Rio de Janeiro (1994), Museu do Folclore (1995), Assembléia Legislativa (1998) e no Museu da Imagem e do Som (1999).


No ano de 1994 lançou o livro de poemas "Prisioneiro do mundo".
Casou com a produtora Evonete Belisário e pai de 11 filhos (sete naturais e quatro de criação).
Em 2003, finalizou o livro de contos "Samba eu".
Em sua homenagem Moacyr Luz e Aldir Blanc compuseram "Flores em vida", da qual destacamos os seguintes versos: "Sargento apenas no apelido/guerreiro negro dos Palmares/Nelson é o Mestre-Sala dos mares/Singrando as águas da Baía".
No ano de 2005 lançou, na "1ª Bienal de Leitura de São Gonçalo" o livro "Pensamentos", pela Editora Olho do Tempo.
Em 2010 apresentava junto ao compositor Agenor de Oliveira o programa "Eles têm história para contar", na Rádio Roquette Pinto FM, do Rio de Janeiro.
Em 2012 foi lançado o livro “Nelson Sargento – O samba da mais alta patente”, volume da coleção “Memória do Samba”, escrito por André Diniz e Diogo Cunha.




Em 1948 compôs com Alfredo Português "Vale do São Francisco", samba-enredo que classificou a Estação Primeira de Mangueira em 4º lugar no desfile daquele ano.
Compôs em 1950, "Apologia aos mestres" (c/ Alfredo Português), contudo o samba, que exaltava Miguel Couto, Rui Barbosa, Oswaldo Cruz e Ana Néri, não chegou a ser apresentado na avenida, sendo substituído por outro. Por essa época, foi o responsável pela entrada de Darcy da Mangueira, Pelado, Cícero e Batista na ala de compositores da Mangueira.
No ano de 1955 outro samba-enredo, em parceria com Alfredo Português e Jamelão, "Cântico à natureza", classificou a escola em 2º lugar. De acordo com Hiram Araújo no livro "Carnaval - seis milênios de história", a composição também ficou conhecida com o título de "Quatro estações do ano" ou ainda "Primavera", sendo considerado um dos 10 melhores sambas da escola e um dos mais belos de todos os tempos. Nesta época, iniciou parceria com Cartola, compondo "Vim lhe pedir", "Samba do operário", entre outras.
No ano de 1957, compôs, com Carlos Marreta, "Vai dizer a ela". Sua atuação levou-o a ser escolhido presidente da ala de compositores da Verde-e-Rosa em 1958.
A partir da década de 1960, passou a atuar profissionalmente no meio artístico, apresentando-se no Zicartola, restaurante de Cartola e Dona Zica, na Rua da Carioca, no Centro do Rio de Janeiro.


No ano de 1965, Elizeth Cardoso, no LP "Elizeth sobe o morro", interpretou, de sua autoria, "Ela deixou", parceria com Jair do Cavaquinho.
Entre 1965 e 1967 integrou o musical "Rosa de Ouro", produzido e dirigido por Kléber Santos e Hermínio Bello de Carvalho, atuando, juntamente, com Paulinho da Viola, Araci Cortes, Elton Medeiros, Anescarzinho do Salgueiro e Clementina de Jesus. Por essa época, Zé Kéti foi incumbido pela gravadora Musidisc de formar um grupo de samba e convidou alguns componentes do musical para formar o grupo A Voz do Morro (Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair da Costa, Anescarzinho, Zé Kéti, Oscar Bigode e José da Cruz), mais tarde foi convidado a participar deste grupo, com o qual gravou dois discos. Integrou também, com Anescarzinho do Salgueiro, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho e Paulinho da Viola, depois substituído por Mauro Duarte, o conjunto Os Cinco Crioulos, com o qual gravou três discos. Por essa época, gravou os discos "Rosa de ouro - volumes 1 e 2" (1965/1967), do Musical Rosa de Ouro; "Roda de samba 2" (1966) e "Os sambistas" (com o grupo A Voz do Morro); "Samba... no duro, volumes 1, 2 e 3" (1967/1968/1969), com o grupo Os Cinco Crioulos. Atuou como diretor musical, no LP "Rio é carnaval", lançado em 1967, pela gravadora Master.
Em 1968 com Clementina de Jesus, Nora Ney, Cyro Monteiro e ainda participando do conjunto Rosa de Ouro, fez parte do elenco do musical "Mudando de conversa", criado e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho para o Teatro Jovem do Rio de Janeiro que gerou o disco homônimo lançado no mesmo ano.


Na década de 1970, teve suas composições gravadas por vários cantores da MPB.
Em 1971, Paulinho da Viola gravou "Minha vez de sorrir" (c/ Batista) e, no ano seguinte, interpretou "Falso moralista", no LP "A dança da solidão". Neste mesmo ano, Elizeth Cardoso gravou "Dona Xepa", no LP de mesmo nome.
Em 1975, Renata Lu interpretou "Cântico à natureza". No ano de 1978, Beth Carvalho gravou "Agoniza mas não morre", um dos maiores sucessos do LP da cantora "De pé no chão". No ano seguinte, lançou o LP "Sonho de um sambista", pela gravadora Estúdio Eldorado, seu primeiro LP solo, no qual interpretou muitas de suas músicas, como "Falso amor sincero", "Infra-estrutura", "Lei do cão" e "Triângulo amoroso", samba dedicado à Mangueira.
No início da década de 1980, gravou "Até hoje não voltou", música de Geraldo Pereira, em parceria com J. Portela, no LP "Geraldo Pereira - Evocação V".
No ano de 1986, gravou, pela Kuarup, o disco "Encanto da paisagem".
Em 1989, participou, com o conjunto Cravo na Lapela, de um dos três shows  da série intitulada "Bambas em Três Retratos", da Sala Sidney Miller, na Funarte, que logo depois foi fechada por três anos, pelo governo Collor de Mello. Neste mesmo ano, no Japão, com produção de Katshonuri Tanaka para o selo Office Sambinha, gravou o CD "Mangueira chegou", com a Velha-Guarda da Mangueira, no qual interpretou a música "Partido-alto de Padeirinho" e participou da gravação do CD "Inéditas do Mestre Cartola", lançado pelo selo Tartaruga, no qual interpretou "Chorei por você", "Desperta", "Ingratidão", "Perdoa" e "Velho Estácio", uma parceria com Cartola.


Em 1990, lançou o segundo disco solo, "Inéditas de Nelson Sargento", com produção do Clube da Criação, em São Paulo. No CD foram incluídas "A mesma fantasia", "Energia da vida" (c/ Marília Barbosa), "Labirinto de dor" e "O remorso vai atrás". Por essa época, voltou ao Japão, apresentando-se em shows e fazendo exposição de seus quadros.
No ano de 1992, foi realizado um documentário sobre sua vida e obra, "Meia hora de arte", produzido por Luiz Guimarães Castro.
Por serviços prestados à cultura, em 1996, foi condecorado com a "Medalha Pedro Ernesto", da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. No ano seguinte, participou do CD "Viva Noel", cantando com Zeca Pagodinho, Ivan Lins e Nei Lopes a música "De babado" de Noel Rosa e João Mina. Ainda neste ano, comemorou 73 anos de idade, em uma festa organizada na quadra da Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, apresentou-se em várias capitais brasileiras pelo "Projeto Pixinguinha". Ainda em 1997, o cineasta Estevão Ciavatta Pantoja foi premiado, no "VIII Festival de Curtas-Metragem de São Paulo", pelo documentário "Nelson Sargento". No ano seguinte, em 1998,  interpretou a faixa "O peso dos anos", de autoria de Candeia, no CD "Eterna chama". Ainda neste ano, participou do disco "Chico Buarque de Mangueira", no qual interpretou "Pisei num despacho" (Geraldo Pereira e Elpídio dos Santos), "Resignação" (Geraldo Pereira e Arnô Provenzano), "Você está sumido" (Geraldo Pereira e Jorge de Castro) e "Se eu pudesse" (Zé da Zilda e Germano Augusto), as três últimas em dueto com Alcione. Neste mesmo disco, interpretou, ao lado de Chico Buarque, "Exaltação à Mangueira", de Aloísio Augusto da Cunha e Enéas Brittes. Ainda em 1998, a convite do produtor Rildo Hora, participou do disco "Casa de samba 3", fazendo dueto com Chico César. No ano seguinte, voltou a gravar composições de Cartola, ao lado do conjunto Galo Preto e Elton Medeiros, no CD "Só Cartola", lançado pela gravadora Rob Digital. Também participou da gravação do CD "Mangueira - sambas de terreiro e outros sambas", do Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro, tocando violão e cantando nas faixas "Decepção de um autor", "Modificado" e "O remorso me persegue", as três de autoria de Padeirinho, "Lacrimário" (Carlos Cachaça), "Eu quero nota" (Arthuzinho), esta interpretada em dueto com Dona Neuma, "Naquela noite de sereno" (Alfredo Português e Babaú), em dueto com Comprido, "Os teus olhos cansam de chorar" (Nelson Cavaquinho e Alfredo Português) e "Sofrer é minha sentença" (Geraldo Pereira). Inaugurou uma exposição de pinturas no Espaço Cultural Toca do Vinicius, em Ipanema. Fez, ainda, uma série de shows acompanhado da Velha-Guarda da Mangueira, em homenagens a Tom Jobim.


Como ator, participou de alguns curtas e longas-metragens. O documentário "Nelson Sargento na Mangueira", de Estevão Ciavatta Pantoja, voltou a ser premiado, desta vez ganhando o prêmio de "Melhor Ator" e "Melhor Trilha Sonora no "Festival de Cinema Rio Cine". Atuou em "O primeiro dia", filme de Walter Salles e Daniela Thomas, de 1999, e em "Orfeu do carnaval", de Cacá Diegues.
Em 2000 participou do CD "Esquina carioca", ao lado de Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila, Walter Alfaiate e João Nogueira. Atuou, com Elton Medeiros e Conjunto Galo Preto, no show "Nelson Cavaquinho - inicial e essencial", projeto dividido em quatro espetáculos e realizado durante o mês de fevereiro no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin.  Ainda no ano 2000, Dorina e Walter Alfaiate interpretaram, de sua autoria, "Falso amor sincero", no disco "Casa de samba 4", produzido por Rildo Hora. Neste mesmo ano, fez uma participação especial no disco da cantora Daúde e ainda participou do disco "A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes - Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos", CD no qual foram reunidos os integrantes do grupo Os Cinco Crioulos em show gravado em julho de 1990 no programa "Ensaio", quando na época teve como convidado Paulinho da Viola, que para sua surpresa, foram também convidados os outros integrantes (Anescarzinho do Salgueiro, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros e Nelson Sargento), em uma homenagem aos 25 anos do antológico show "Rosa de Ouro". O disco foi gravado ao vivo, com conversas e ainda execução de composições da época, entre elas "Quatro crioulos" (Joacyr Santana e Elton Medeiros), "Água de rio" (Anescarzinho e Noel Rosa de Oliveira), "O sol nascerá" (Cartola e Elton Medeiros), "No meu barraco de zinco" (Jair do Cavaquinho e Jamelão), "Agoniza mas não morre" (Nelson Sargento), "Cântico à natureza" (Alfredo Português, Jamelão e Nelson Sargento), "Pecadora" (Jair do Cavaquinho e Joãozinho da Pecadora) e "Rosa de ouro", de Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho.


No ano de 2001, ao lado de Nei Lopes, Dauro do Salgueiro, Dona Ivone Lara, Baianinho, Niltinho Tristeza, Casquinha, Zé Luiz, Nilton Campolino, Monarco, Jair do Cavaquinho, Elton Medeiros, Luiz Grande, Jurandir da Mangueira e Aluízio Machado, participou do show "Meninos do Rio", apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi lançado o CD homônimo, pelo selo Carioca Discos, e Guilherme de Brito incluiu a composição "Jogo desonesto", parceria de ambos no CD "Samba guardado" (Lua Discos) de Guilherme de Brito. Ainda em 2001, ao lado de Soraya Ravenle e o Grupo Galo Preto, apresentou, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, o show "O  Dono das Calçadas", espetáculo em homenagem a Nelson Cavaquinho.
No ano de 2002, com Carol Sabóya, participou do projeto "O Samba Agradece", prestando homenagem a Carlos Cachaça, intepretando só composições do outro mangueirense. Neste mesmo ano, lançou o disco "O Dono das calçadas" (c/ Soraya Ravenle e o Grupo Galo Preto), no qual interpretaram "Minha honestidade vale ouro" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Rugas" (Nelson Cavaquinho, Augusto Garcez e Ari Monteiro), "Luz negra" (Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso), "A flor e o espinho" (Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito e Alcides Caminha), "Caminhando" (Nelson Cavaquinho e Nourival Bahia), "Nair" (Nelson Cavaquinho), "Pranto de poeta" (Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito), "Beija-flor" (Nelson Cavaquinho, Noel Silva e Augusto Tomás), e a inédita "Velho amigo", parceria de Nelson Cavaquinho e Paulo César Feital. Ainda em 2002, lançou, pelo selo Rádio MEC, o disco "Flores em vida". No CD contou com arranjos de João de Aquino e a participação de músicos do primeiro time do samba: Josimar Monteiro, Paulão Sete Cordas, Pedro Amorim, Ernesto Pires, Mart'nália, Gordinho, Analimar, Esguleba, Didu Nogueira e Márcio Almeida. No disco foram incluídas algumas de suas composições inéditas: "A noite se repete", "Fundo azul", "Mentia" (c/ Pedro Amorim) e "Conversando com o Brasil", "Quando eu te vejo passar", "Jamais pensei" e fez algumas regravações como "O remorso vai atrás", "Energia da vida" (c/ Marília Barbosa), "A mesma fantasia" e "Labirinto de dor", esta última, com a participação de Emílio Santiago.
Em 2003, ao lado de Noca da Portela, Nelson Sargento, Tia Surica, Walter Alfaiate e Rico Doriléo, foi um dos convidados de Eliane Faria no projeto "Encontro notáveis", apresentado no Teatro do SESI da Graça Aranha, no Rio de Janeiro. Ao lado de  Xangô da Mangueira, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Dalmo Castelo, Wilson Moreira, Délcio Carvalho, Nei Lopes, Eliane Faria e Áurea Martins, foi um dos convidados de Vó Maria para o show de lançamento do disco "Maxixe não é samba", de Vó Maria, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.


Em 2004 interpretou em dueto com a cantora Dorina a faixa "O tom do meu lugar" (Noca da Portela, Mario Lago Filho e Roberto Medronho) no disco "Samba, saúde & simpatia", de Noca da Portela e Roberto Medronho. Junto ao grupo Galo Preto fez turnê em alguns países da Europa, apresentando-se na Noruega, Estônia e Finlândia. De volta ao Brasil, aprsentou-se com o mesmo grupo na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre, subúrbio do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, foi um dos convidados de Beth Carvalho no DVD "Beth Carvalho - a madrinha do samba", no qual interpretaram em dueto a faixa "Agoniza mas não morre", de Nelson Sargento.
No ano de 2005, com Luiz Carlos da Vila e Tantinho da Mangueira, foi um dos convidados do Pagode da Tia Doca, apresentando-se no projeto "No Tom do Samba", no Bar do Tom, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, ao lado do diretor de cinema Estevão Ciavatta, apresentou-se no Teatro Odisséia, na Lapa, centro do Rio de Janeiro, em show no qual relembraram através de bate-papo e músicas grandes compositores que não nasceram no Rio de Janeiro.
Dentre seus shows mais importantes constam "Berço de Bamba", no Teatro Rival BR, no Rio de Janeiro.


Em 2008 lançou, pelo Selo Olho do Tempo, o CD "Versátil" com 16 faixas, destacando-se "Amar se ser amado" (c/ Agenor de Oliveira); "Pobre milhonara"; "Verão no rosto" (c/ Maurício Tapajós); "Primeiro de abril"; "Falso amor sincero"; "Sinfonia imortal" (c/ Agenor de Oliveira); "Bálsamo"; "Século do samba"; "Acabou-se meu sossego" (c/ Agenor de Oliveira); "ìdolos e astros" (c/ Marinho da chuva); "Só eu sei" (c/ Carlos de Souza, mais conhecido como Marreta); "Pranto ardente" (c/ Oscar Bigode" e "Parceiro da ilusão" (c/ Agenor de Oliveira). No disco também contou com particpações especiais de Wagner Tiso em "Rosa Maria, flor de mulher" (c/ Wagner Tiso), que participa da faixa solando ao piano; Dona Ivone Lara em "Nas asas da canção" (c/ Dona Ivone Lara) e Zeca Pagodinho na faixa "Ciúme doentio", feita em parceria com Cartola. O CD contou com arranjos de Paulão Sete Cordas, Josimar Monteiro e Eduardo Neves, sendo lançado em show no Canecão, com a participação da Velha Guarda da Mangueira.
No ano de 2010 participou do CD "Desde criança sou Mangueira", de Reizilan, no qual interpretou em dueto com o anfitrião a faixa "Meu samba é das rocas", de Carlos Zens.


Lançado no ano de 2011 pelo Selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Fróes em convênio com o Selo ICCA (Instituto Cultural Cravo Albin), o box "100 Anos de Música popular Brasileira" é integrado por quatro CDs duplos, contendo oito LPs remasterizados. Inicialmente os discos foram lançados no ano de 1975, em coleção produzida pelo crítico musical e radialista Ricardo Cravo Albin a partir de seus programas radiofônicos "MPB 100 AO VIVO", com gravações ao vivo realizadas no auditório da Rádio MEC entre os anos de 1974 e 1975. Paulinho da Viola participou do CD volume 8 interpretando o samba "Cântico à natureza" (Nelson Sargento, Jamelão e Alfredo Português). Neste mesmo ano, ao lado de Dorina, Ernesto Píres, Bira da Vila, Roberto Serrão, Gabrielzinho do Irajá, Renatinho Partideiro, Carlos Dafé, Maria Angélica, Toninho Gerais, entre outros, participou do show "Tributo a Luiz Carlos da Vila", no Largo do Bicão, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro. Apresentou, ao lado do cantor e compositor Agenor de Oliveira, o show “Pensamentos cantados”, realizado no Teatro de Arena da Caixa Cultural, no Rio de Janeiro. O show, concebido a partir do livro “Pensamentos” de sua autoria, contou com um repertório de clássicos do samba e da MPB separados por temas.
Em 2012 lançou o CD/ DVD “O samba da mais alta patente”, encartados no livro homônimo, com participação de Alcione, Áurea Martins, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Luis Melodia e Soraya Ravenle.
Em 2013 recebeu o prêmio de “Melhor Álbum de Samba”, pelo disco “O samba da mais alta patente”, no “24º Prêmio da Música Brasileira”.
Entre seus vários parceiros, destacam-se Dona Ivone Lara, Angenor de Oliveira, Cartola, Noca da Portela e o escritor e violonista Arthur de Oliveira Filho, além de Maurício Tapajós, em várias inéditas.
Dos inúmeros shows que fizeram mais sucesso, ao longo da extensa carreira, destacaram-se os seguintes



"Pensamentos cantados" (c/ Agenor de Oliveira) (2011) Teatro de Arena, Caixa Cultural, Rio de Janeiro
Eliane Faria convida Noca da Portela, Nelson Sargento, Tia Surica, Walter Alfaiate e Rico Doriléo. Projeto Encontro Notáveis. Teatro do Sesi da Graça Aranha, RJ. (2003)
Meninos do Rio. (Vários). Centro Cultural Banco do Brasil, RJ,
Rosa de Ouro. Dir. Hermínio Bello de Carvalho.Teatro Jovem, RJ,        A hora em a vez do samba (c/ Beth Carvalho). Teatro Jovem, RJ,
Musical Mudando de Conversa (com Cyro Monteiro, Clementina de Jesus, Nora Ney e Os Cinco Crioulos). Teatro Jovem, RJ,
Bambas em Retrato (com o conjunto Cravo na Lapela). Escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin. Sala Funarte Sidney Miller, RJ,
Nelson Sargento 70 anos. Teatro Carlos Gomes, RJ,Só Cartola. Mistura Fina, RJ,
Só Cartola 2. Teatro Municipal de Niterói, RJ,
Nelson Cavaquinho - Inicial e Essencial. Dir. Ricardo Cravo Albin. CCBB, RJ,
Roda de Bamba. Museu da Imagem e do Som, RJ,
Show O Dono das Calçadas. Nélson Sargento, Soraya Ravenle e Galo Preto. Teatro João Caetano, RJ,
O Samba Agradece. (c/ Carol Sabóya). Sala Funarte Sidney Miller, RJ,
Show Canta Mangueira. (c/ Darcy da Mangueira, Guilherme de Brito, Jamelão e Velha Guarda da Mangueira). Sala Baden Powell/ Rioarte. Copacabana, RJ,
Show O Dono das Calçadas. Nélson Sargento, Soraya Ravenle e Galo Preto. Mistura Fina, RJ,
Nelson Sargento e Grupo Galo Preto. Lona Cultural João Bosco, RJ,
Festa de aniversário de 80 anos (c/ Aldir Blanc, Monarco, Beth Carvalho, Elton Medeiros, entre outros). Centro Cultural Carioca, RJ,
Nelson Sargento e Estevão Ciavatta. Teatro Odisséia, RJ.
Show Versátil. Nélson Sargento e Velha Guarda da Mangueira. Canecão, RJ.


Discografia


(2012) Baú da Dona Ivone (participação) • Independente • CD
(2012) O samba da mais alta patente • Selo Olho do Tempo • CD
(2012) O samba da mais alta patente • Olho do Tempo • DVD
(2010) Desde criança sou Mangueira • Selo Mancha Produções • CD
(2008) Versátil • Selo Olho do Tempo • CD
(2004) Samba, saúde & simpatia • Independente