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quarta-feira, 30 de julho de 2014

NAIR ELISA, 92 ANOS, JUNTO AOS FILHOS QUERIDOS, AMIGOS, FRUTAS, PLANTAS E MUITAS FLORES ....






Texto/fotos:
Luiz Carlos Lourenço


Confesso que na correria da vida e pelo excesso de trabalho, estava sem ver minha adorada mãe já há alguns meses. Falava com ela toda a hora, pelo telefone, mas isso não é a mesma coisa do que a gente ficar frente a frente, fitar seus olhinhos azuis e ouvir seu sermão sempre sábio e dito na hora exata. Eu estava mesmo precisando de um colo de mãe, mesmo aos 71 anos e graças a Jesus, passei uma semana ao seu lado, curtindo o frio do inverno gaúcho...

E nada se compara a um carinho de mãe. Esse afago não tem preço e não tenho medo de ser piegas em confessar isso. Quem é que nunca deu um beijinho no machucado do filho dizendo ... a dor já vai passar? E quando esta mãe improvisa uma milagreira massagem (mesmo sem nunca ter colocado os pés em um curso especializado) quando a gente sofre uma pancada na mesa? E os poderes bombásticos de um gostoso cafuné quando a gente pega um gripão e cai de cama? O mais interessante e gratificante é que todos esses artifícios de fato amenizam e muito a dor. E só uma mãe sabe aplacar as nossas dores.

 Fui na semana passada para minha terra Natal, Porto Alegre com o objetivo de dar todo o carinho possível para minha véia,e comemorar seu aniversário no dia da Avó, 26 de julho, Dia de Santana. E fui eu quem acabou recebendo um bombardeio de carinho. Era toda hora ela chegando para me servir um chá, um café, um quindim ou aquele doce feito da abóbora plantada por ela mesmo no fundo do quintal. Tudo produzido com muito carinho e com afeto e com as bênçãos de Jesus. E de rebarba, minha visita também deu para comemorar o aniversário de minha irmã Miriam, também leonina, que ontem, dia 29, completou 69 julhos na sua vida.

O bombardeio de carinho num filho nos momentos de dor tem muita força, viu. Isso porque uma área do cérebro é ativada quando se recebe um carinho, liberando descargas elétricas que diminuem a sensação de dor. Demonstrações de afeto geram um efeito de proteção e prazer. E isso eu pude conferir, ao vivo. Percebi que Dona Nair Elisa, do alto dos seus recém completados 92 anos, estimulou, em muito, a minha ocitocina, que é um hormônio liberado pela hipófise, uma estrutura que fica no cérebro. É um hormônio relacionado, dentre outras coisas, ao contato físico, como um carinho, um abraço ou um beijo.



Quando se recebe um beijinho da mamãe quando se machuca, a hipófise libera a ocitocina. E seus efeitos imediatos são de diminuição da ansiedade e do estresse, que acabam diminuindo a percepção de dor do filho. Conferir in loco que as trocas de carinho e de afeto amenizam a dor. As demonstrações de afeto ativam as mesmas áreas do cérebro em que os analgésicos atuam. Para que um remédio para um simples machucado se o beijo de uma mãe sara tudo?


A ALEGRIA DO NIVER...


Carinho é gostoso, faz bem e é retribuído de milhões de outras formas. As queridas amigas e vizinhas de anos de minha mãe, como Alzira Inês, Ângela, Rosa, Analina, Zilá, Norma, Zuleica, Maria Luísa, Zenilda, Teresa, e seus maridões, como Pedro, Flavio, Léo, Araci, só para citar alguns nomes, provaram o quanto é lindo uma amizade sincera. E todos lembraram do aniversário dela, enchendo seu colo de flores, presentes e carinho, é o que ela mais gosta.



 Uma mãe presente na vida de alguém é a coisa mais valiosa para o pequeno e minha mãe, com licença da falsa modéstia, é uma espécie de mãezona dos bairros do Partenon e da Agronomia, sempre acariciando cada um com uma palavra amiga.

 Acho que as fotos abaixo falam por si só. Nair Elisa, com um pedacinho de terra, cultiva ainda abóboras, couves, repolhos, temperos e se orgulha disso. Na frente de casa, num pedacinho de canteiro, cultiva lindas rosas, orquídeas e bromélias, e no coração de todos, cultiva o mais completo dos sentimentos. 

"O AMOR PURO E DESINTERESSADO"...

Fui...