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domingo, 8 de junho de 2014

MULHER DA MALA, SÍMBOLO DO CARNAVAL 
CARIOCA, FAZ ENORME SUCESSO NA FRANÇA





De Luiz Carlos Lourenço
Fotos de divulgação



Por esta os franceses na esperavam... Conhecer em seu próprio país das cores e das luzes, e em Versailles, um dos maiores e irreverentes símbolos do carnaval carioca e das bandas da zona sul, a "Mulher da Mala" é uma personagem criada pelo autor, criador e personificador Eduardo Rasberge (ator, cantor, bailarino, produtor, cenógrafo, aderecista, figurinista e maquiador de espetáculos),que criou este personagem alegre e divertido  por volta do ano de 1986, para integrar a Banda de Ipanema e resgatar a alegria dos antigos carnavais. Foi o aconterceu ontem no desfile brasileiro realizado com sucesso, quando a colorida figura foi aplaudida por turistas do mundo inteiro, além dos franceses.


Ela surgiu, instintiva e irreverentemente, como uma homenagem às mulheres, trajada à imagem da sua musa Carmen Miranda e fazendo alusão à personagem Priscila Capricci, concebida por Janete Clair na novela da Rede Globo – “O Sétimo Sentido” (1982). Sua face branca, maquiada à Marcel Marceau, inovou no figurino como representante do seu DNA “clown”, homenageando também a vocação do palhaço de circo. A Mulher da Mala foicriada numa época de transição em que o Brasil saía de uma ditadora e passava por um processo gradual de democratização. Era um período marcado por muitas transformações sociais e também pelos preconceitos e proibições, desamores e rejeições, falta de sorrisos e de alegria espontânea e contagiante.


A Mulher da Mala foi concebida com uma mala (com alça)sempre à mão, em trânsito de suas viagens, e retira de suas bagagens ingredientes vitais como: a irreverência, fantasias, brincadeiras, alegria, guardadas e empoeiradas durante a “Dita+Dura”…Seus trajes e adereços são caracterizados pela utilização de materiais reciclados, demonstrando seu compromisso com a sustentabilidade e com a filosofia da sociedade ecologicamente correta.
Estas criações são exclusivas de seu intérprete (Eduardo Rasberge) e já foram premiadas por originalidade em concursos de fantasias e de teatro. Uma de suas fantasias: “A Bagagem de Carmen Miranda”, foi agraciada com o prêmio de originalidade masculina pela RioTur (1997; Hotel Glória, Metropolitan, Porto da Pedra, Espaço Terraço RioSul e Lions Club da Ilha do Governador).


De acordo com Eduardo, esta personagem resgata o ser que adormeceu dentro de nós, representando o ápice da alegria, da extravagância e da sintonia alto-astral. "Seu principal fundamento é a ALEGRIA, o humor de alto nível, contagiante e inovador, de uma irreverência não militante, não sectária, desprovido de rótulos e de associações limitantes com quaisquer grupos, classes ou agremiações. Ela retira das malas, malinhas e malões que compõem suas fantasias, muita alegria e bom humor e, com seu carisma, conquista a todas as idades e classes sociais."
É uma genuína síntese da cultura brasileira e da abertura simpática às minorias e às suas causas ao longo da história do Brasil – transformistas, militantes, visionários e criativos também encontram em suas performances, elementos de reforço à sua independência e proatividade, que, aliados à sua irreverência hors-concours, faz com que as conquistas sociais mais importantes sejam vistas como progressistas e benvindas não apenas para os diretamente envolvidos, mas para todos os segmentos da nossa sociedade.



Qual é o bordão da Mulher da Mala?
“Olha a Mala, a Mala é grande!”
Qual é a canção-slogan utilizada pela Mulher da Mala?
“Bota a camisinha, bota meu amor,
A camisinha na Mala, por favor!”